Nome vulgar:
junco-marítimo
Outros nomes:
junco; junco-das-esteiras; sea rush
Família:
Juncaceae
Origem e distribuição:
Europa ocidental e central, até oeste da Ásia.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Erva vivaz, até 150 cm de altura, com rizoma mais ou menos estolhoso, caules cilíndricos, lisos ou algo estriados, frequentemente formando tufos.
Folhas 4-5 por caule, com limbo estreito, canaliculado, envolvidas por bainhas abertas, sem aurículas.
Inflorescência terminal, geralmente pouco densa, formada por glomérulos. A bráctea inferior é foliácea e comprida, e aparenta ser o prolongamento do caule, levando erradamente a crer que a inflorescência é lateral. As flores têm tépalas desiguais, verde-amareladas a amarelo-palha, com margens escariosas.
O fruto é uma cápsula ovoide a trigonal, com 2-4 mm de comprimento, amarelada, acastanhada ou avermelhada. Sementes numerosas, castanhas, com até 1 mm.
Floração:
maio-julho
Habitat e ecologia:
Prados e juncais halófilos, solos permanentemente húmidos, frequentemente em áreas húmidas costeiras. Nos sapais, ajuda a fixar os solos, filtrar os nutrientes da água, e cria habitat para aves, moluscos e crustáceos.
Usos:
Planta tipicamente muito utilizada pelas populações da Ria de Aveiro e Baixo Vouga Lagunar, para produzir esteiras, com a finalidade de cobrir o chão das casas, e servir de cama e proteção para o gado. Depois de degradado, o junco era ainda utilizado como fertilizante nos campos de cultivo. Além das esteiras, podia também ser usado para produzir outras peças de artesanato.
Observações:
O junco, assim como outras plantas de sapal, tem a capacidade de remover metais do meio aquático.
Referências:
https://doi.org/10.1016/j.nbsj.2024.100110