Animais
Aves → Estrilda astrild (Linnaeus, 1758)
Nome vulgar:
bico-de-lacre
Família:
Estrildidae
Origem e distribuição:
Comum na maior parte do continente, com quatro focos principais: vale do Rio Tejo (Centro), Ria de Aveiro (Centro), Vale do Sado e Albufeira do Alqueva (Alentejo) e Rio Arade (Algarve).
Presença na Universidade de Aveiro:
Os indivíduos desta espécie são frequentemente observados em bando, principalmente nas imediações dos caniçais do Crasto e na zona da Biblioteca.
Descrição:
O bico-de-lacre é uma pequena ave exótica que, apesar da sua origem africana, encontra-se bastante adaptada às condições de Portugal.
Introduzida por volta de 1964, esta espécie tem se espalhado pelo país, principalmente em áreas com vegetação densa, como caniçais, sebes e matas ribeirinhas, muitas vezes perto de corpos de água.
Apresenta um bico espesso e exuberante, de um vermelho intenso, que é a principal característica física da ave, combinando com a máscara vermelha ao redor dos olhos. A sua plumagem é predominantemente castanha, com nuances avermelhadas no ventre.
Constrói ninhos em forma de cesto, utilizando caniços, juncos e outros materiais vegetais.
Fenologia:
Residente.
Ocorrência:
* >40 (117) - eBird.
Dieta:
Tem uma alimentação variada, composta por sementes, especialmente de gramíneas.
Estatuto de conservação:
Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental 2022 (população avaliada - reprodutora):
Portugal NA (Not Applicable - Não aplicável).
IUCN Global LC (Least Concern - Pouco Preocupante).
Curiosidades:
De acordo com dados da EURING (organização coordenadora dos programas europeus de anilhagem de aves), a idade máxima registada para esta espécie é de 5 anos e 6 meses, e o indivíduo foi encontrado em Portugal.
Observações:
*Para este trabalho, recorreu-se a dados do eBird, no sentido de averiguar e classificar a ocorrência das espécies segundo os seguintes parâmetros: <10; >10 <20; >20 <40; >40 (data de acesso: 22/11/2024).
Referências:
Matos. M., Luís A. (2007). Atlas das Aves nidificantes do Campus da Universidade de Aveiro. Aveiro: Edições Afrontamento e Universidade de Aveiro.
Equipa Atlas (2022). III Atlas das Aves Nidificantes de Portugal (2016-2021). SPEA, ICNF, LabOr/UÉ, IFCN. Portugal.
Almeida J, Godinho C, Leitão D, Lopes RJ (2022). Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental. SPEA, ICNF, LabOR/UÉ, CIBIO/BIOPOLIS, Portugal.
Svensson, L., Mullarney, K., & Zetterström, D. (2018). Guia de Aves: Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa (2ª ed.). Lisboa: Assírio & Alvim.
Elias G, Frade J. (2024). O meu guia de aves. (1ª ed.). Lisboa: Booksmile.
d'Oliveira. M. (1896). AVES DA PENSINSULA IBERICA E ESPECIALMENTE DE PORTUGAL. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.
Lopes J. (1979). Nomenclatura da fauna ornitológica: algumas variantes da nomenclatura portuguesa. Évora: Serviços de Estudos do Ambiente.
eBird. 2017. eBird: An online database of bird distribution and abundance [web application]. eBird, Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, New York. Disponível em:
http://www.ebird.org. (data de acesso: 22/11/2024).
Fransson, T., Kolehmainen, T., Moss, D. & Robinson, R. (2023) EURING list of longevity records for European birds. Disponível em:
https://euring.org/files/documents/EURING_longevity_list_20230901.pdf