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Plantas
Árvores → Prunus lusitanica L. 


Nome vulgar:
azereiro

Outros nomes:
loureiro-de-portugal; acereiro; Portuguese laurel

Família:
Rosaceae

Origem e distribuição:
Nativa do sudoeste da Europa e Marrocos.

Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago

Descrição:
Arbusto ou pequena árvore de folhagem persistente, com até cerca de 10 m de altura, mais raramente atingindo 20 m em cultivo. Copa densa, muito ramificada, tronco com casca acinzentada e quase lisa, raminhos vermelho-escuros e glabros. Folhas simples, ovado-lanceoladas, com 8-14 cm de comprimento, acuminadas, arredondadas na base, margem crenada ou dentada, verde-escuras e lustrosas na página superior, verde-amareladas na página inferior. São ligeiramente coriáceas e pendentes, em disposição alterna ao longo dos ramos; pecíolo vermelho-escuro, com até 3 cm, sem pelos.
Flores reunidas, 30 a 100, em cachos alongados e estreitos, com 15-28 cm de comprimento, densos, quase eretos, pedunculados. Flores hermafroditas e ligeiramente perfumadas, com pedicelos até 1 cm, patentes ou ereto-patentes, sépalas aproximadamente triangulares, pétalas arredondadas a obovadas, de cor branco-creme. Frutos são drupas com 8-13 mm de diâmetro, lustrosas, ovoides ou quase globosas com o ápice atenuado, inicialmente verdes, tornando-se púrpura, e depois pretas na maturação; contém uma semente.

Floração:
maio-julho

Frutificação:
setembro

Habitat e ecologia:
Cresce naturalmente em matas sombrias, em encostas de montanhas e na margem de cursos de água. Tem preferência por locais com solos siliciosos e frescos, alguma sombra e chuvas frequentes. É uma planta atrativa para aves, para nidificação ou para se alimentarem dos frutos, contribuindo para a dispersão de sementes.

Usos:
Apreciada como espécie ornamental em parques e jardins, pelas suas flores e pela folhagem persistente (pouco comum no género Prunus), e também em sebes, uma vez que tolera bem a poda. A sua madeira é utilizada no fabrico de pequenos utensílios. O azereiro tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e potencialmente neuroprotetoras. Os frutos, amargos, não são comestíveis.

Observações:
É considerada uma espécie relíquia da floresta Laurissilva. O restritivo específico, lusitanica, deve-se ao facto de a espécie ter sido descrita com base em exemplares de Portugal. É possível distinguir da espécie Prunus laurocerasus, cujas folhas geralmente são maiores, com margem inteira ou serrilhada, e em que as inflorescências geralmente não ultrapassam o comprimento das folhas. Em Portugal continental a subespécie espontânea é lusitanica. Nos Açores existe a subespécie azorica e na Madeira a subespécie hixa.