Nome vulgar:
mióporo
Outros nomes:
mióporo-acuminado; mousehole tree; ngaio
Família:
Scrophulariaceae
Origem e distribuição:
Nativa da Nova Zelândia, introduzida noutros continentes, naturalizada em Portugal.
Descrição:
Arbusto de folhagem persistente, com até cerca de 10 metros de altura. Ramos desde a base, com casca rugosa e fendida. Folhas alternadas, elípticas a lanceoladas, peninérveas, de margem inteira a levemente serrada. São coriáceas, com cor verde-viva brilhante na página superior, mais pálidas na página inferior; com pequenas glândulas, translúcidas a contra-luz, e visíveis a olho nu como pontos mais claros.
Flores hermafroditas pequenas (até 1,5 cm de comprimento), dispostas 5-10 em inflorescências densas (mais raramente, flores solitárias), na axila das folhas. Corola em forma de sino, abrindo-se em 5 pétalas arredondadas e brancas, com pequenas manchas púrpura; com 4 estames bem visíveis. Fruto é uma drupa pequena, pouco carnuda, esférica a elipsoide, inicialmente verde, púrpura na maturação.
Floração:
abril-julho
Frutificação:
setembro-outubro
Habitat e ecologia:
Espécie de bioma subtropical. Naturalizada nas bermas de caminhos e bordas de terrenos agrícolas. Cresce em variadas condições ambientais, com preferência por solos bem drenados em locais com sol. Espécie de crescimento rápido, tolera o vento e a exposição marítima mas não suporta geadas.
Usos:
Cultivada como espécie ornamental, principalmente em sebes. Plantada também em zonas costeiras, pois ajuda na proteção dos ventos marítimos e na estabilização de solos arenosos. Considera-se uma espécie tóxica, pelo que não deve ser ingerida por humanos ou outros animais.