Nome vulgar:
urze-branca
Outros nomes:
urze-arbórea; urze-molar; torga; queiroga; betouro; tree heath
Família:
Ericaceae
Origem e distribuição:
Nativa da Região Mediterrânica, Macaronésia, África central e oriental.
Presença na Universidade de Aveiro:
ESAN
Descrição:
Arbusto perenifólio, geralmente com 1-4 m de altura, mas pode crescer mais. Ramos jovens cinzentos, cobertos de pequenos pelos esbranquiçados. Com a idade, o caule torna-se mais escuro, gretado e sem pelos. Folhas simples, lineares, com 3-9 mm de comprimento, glabras ou pubescentes, com margem recurvada para a página inferior. Crescem agrupadas em verticilos de 3-4, ereto-patentes.
Flores hermafroditas e pediceladas, reunidas 1-3 em pequenas umbelas, muito abundantes na extremidade dos ramos. Cálice formado por pequenas sépalas ovadas, gibosas na base; corola campanulada, branca, com 2-4 mm de comprimento, unida mas terminando em 4-5 lóbulos eretos. Estames inclusos na corola, visíveis pela sua abertura, enquanto que o estilete ultrapassa o comprimento da corola. O frutos é uma cápsula obovoide ou quase esférica, com cerca de 2 mm, sem pelos; sementes elipsoides.
Floração:
fevereiro-junho
Frutificação:
julho-agosto
Habitat e ecologia:
Cresce em bosques abertos, orlas de florestas, matagais frescos e sombrios, e próximo de linhas de água, até 2000 m de altitude, preferencialmente em solos siliciosos.
Usos:
Apreciada como planta ornamental. Na medicina popular, as infusões das flores são usadas em casos de problemas do sistema urinário. Em estudos bioquímicos, os extratos desta planta apresentam propriedades antioxidantes, antibacterianas, anti-inflamatórias e analgésicas.
Observações:
É uma das espécies mais representadas na Laurissilva da Madeira. É muito importante para a sustentação dos recursos hídricos devido ao seu papel na captura da água dos nevoeiros, fenómeno também conhecido como precipitação oculta. A espécie
Erica lusitanica, urze-de-portugal, também com flores brancas, é mais rara. Distingue-se por ter menor porte, florescer mais cedo (durante o inverno), os seus botões florais serem rosados e o estigma mais pequeno.