Nome vulgar:
diospireiro-americano
Outros nomes:
diospireiro-americano; American persimmon
Família:
Ebenaceae
Origem e distribuição:
Nativa do centro e este dos Estados Unidos da América.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago, ESTGA
Descrição:
Árvore dioica, de folhagem caduca, que pode atingir 20 m de altura. Tronco com casca castanho-acinzentada, grossa, e muito sulcada, formando placas aproximadamente quadrangulares. Folhas simples, alternas, ovadas a elípticas, acuminadas, com 6-20 cm de comprimento e margem inteira. Tom verde-médio a verde-escuro e algo lustrosas na página superior, mais pálidas e com alguns pelos na página inferior; pecíolos até 5 cm.
As flores são unissexuais, produzindo flores masculinas e femininas em diferentes plantas (espécie dioica). Flores masculinas agrupadas 2-3, pedicelo até 1 cm, com cálice verde, e corola esbranquiçada. Flores femininas geralmente solitárias, com corola urceolada e branca. O fruto (dióspiro) é uma baga quase globosa, de cor amarelo-alaranjada a laranja, até 4 cm de diâmetro, geralmente doce quando maduro.
Floração:
abril-junho
Frutificação:
setembro-outubro
Habitat e ecologia:
Cresce em bosques caducifólios e terrenos com solos arenosos, bem drenados, com boa exposição solar. Tolera a secura, e ambientes urbanos. Existem diversas variedades selecionadas. Os frutos são fonte de alimento outonal para vários animais.
Usos:
Plantada para fins ornamentais, sendo apreciada pelas cores outonais das folhas. Cultivada também pelo fruto, que é comestível, cru ou cozinhado, em compotas e tartes. Apresenta elevado teor de vitamina C. Geralmente é adstringente (sensação de “prender a língua”) antes de a polpa amadurecer completamente. É possível que os frutos não fertilizados (sem sementes) sejam mais adstringentes.
Observações:
O nome do género,
Diospyros, tem origem na palavra grega
dióspuron, que significa “alimento de Zeus”.