Nome vulgar:
tília-de-folhas-grandes
Outros nomes:
tília-da-holanda; large-leaved lime; large-leaved linden
Família:
Malvaceae
Origem e distribuição:
Centro e sul da Europa, e este da Ásia, abrangendo a área da Península Ibérica ao Cáucaso; na Península Ibérica estende-se por montanhas do norte e centro.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
É uma árvore de folhagem caduca, que atinge os 40 m de altura. Copa ampla, piramidal, tronco direito e cinzento-acastanhado, tornando-se fendido longitudinalmente com a idade. Ramos castanho-avermelhados a castanho-esverdeados, pubescentes. As folhas são simples, alternas, com 6-10 cm de comprimento, arredondadas, cordiformes, acuminadas, ligeiramente assimétricas na base, com margem serrada. Verde-intenso, glabras na página superior, verde mais claro, com pubescência e nervuras muito marcadas na página inferior.
Inflorescências são cimeiras pendentes de 1-6 flores. Flores são pequenas, muito aromáticas, creme a branco-amareladas, com pétalas livres, abertas em forma de estrela, numerosos estames. O fruto é seco e não abre naturalmente (carcérulo ou pequena noz), ovoide, lenhoso, com 5 cordões salientes, longitudinais; contém 1 a 3 sementes.
Floração:
junho-julho
Frutificação:
setembro-outubro
Habitat e ecologia:
Bosques caducifólios, vales e encostas sombrias, até 1700 m de altitude, com preferência por climas húmidos e solos calcários. Espécie de crescimento lento, aguenta a poda. Têm tendência para hibridizar com outras espécies do mesmo género que cresçam na sua proximidade.
Usos:
Frequentemente plantada em jardins, como espécie ornamental e árvore de sombra. Após ser colocada de molho, a casca servia para obter fibras, usadas depois na produção de cordas, cestos e tapetes. A infusão das flores e brácteas é popularmente consumida pelas suas propriedades calmantes, sudoríferas, expetorantes, hipotensivas e sedativas. Internamente é usada no tratamento de constipações, febres, indigestão, hipertensão, espasmos e convulsões. As flores muito velhas podem ter efeito narcótico, pelo que devem ser colhidas ainda jovens. A casca é considerada colerética (facilita o esvaziamento da vesícula biliar) e aplica-se em casos de infeções hepático-biliares.
Observações:
Os Romanos chamavam esta espécie de
Tilia. A origem é incerta mas alguns autores pensam que deriva do grego
ptilon, que significa asa, aludindo à bráctea que cresce junto às flores e ajuda no transporte dos frutos. Os gregos chamavam de
Philyra, nome de uma ninfa, filha de Oceanus e Tétis.
Tilia cordata (tilia-de-folhas-pequenas) é uma espécie semelhante que se encontra na Península Ibérica. As suas inflorescências têm mais flores, frutos têm costelas pouco marcadas, e as folhas têm a página inferior mais clara.