Nome vulgar:
pilriteiro
Outros nomes:
espinheiro; espinheiro-branco; espinheiro-alvar; estrepeiro; escalheiro; catrapeiro; escambrulheiro; cambroeiro; common hawthorn
Família:
Rosaceae
Origem e distribuição:
Nativa na maior parte da Europa, no norte de África; distribuída um pouco por todo o mundo, incluindo Austrália e Nova Zelândia; está presente em todo o território português.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Arbusto ou pequena árvore de folha caduca, de 2 a 5 m de altura (mais raramente 10 m). Copa muito ramificada, ramos com longos espinhos inseridos nas axilas das folhas. As folhas são simples, alternas, até 4-5 cm, de lâmina ovada ou obovada, fendida em 3-7 lóbulos desiguais, estreitando na base em forma de cunha; glabras, lustrosas e de cor verde-escura na página superior, mais claras e baças na página inferior. Estípulas foliáceas, margem inteira a dentada; pecíolo bem desenvolvido.
As inflorescências são corimbos, reunindo 10 a 20 flores hermafroditas, com 5 pétalas obovadas, branco-rosadas; corola até 15 mm de diâmetro, 5 sépalas, numerosos estames com anteras rosadas, gineceu com estilete branco-esverdeado. Fruto é um pirenário (pomo com apenas um caroço), globoso ou ovoide, até 10 mm , vermelho-vivo a vermelho-acastanhado, brilhante, glabro; tem sépalas deflexas na extremidade, e um só caroço, não comestível.
Floração:
março-junho
Frutificação:
julho-outubro
Habitat e ecologia:
Bosques de folhosas, margens de cursos de água, com preferência por locais luminosos com solos soltos, frescos e húmidos. Suporta baixas temperaturas, geadas, e tolera a poluição atmosférica. Fornecem alimento e refúgio a numerosos animais pequenos (de insetos a aves e pequenos mamíferos).
Usos:
Frequentemente plantada como ornamental em jardins e parques. Os frutos (pilritos) são comestíveis, principalmente na forma de doces e compotas. Apresenta várias propriedades medicinais, principalmente cardiotónicas, hipotensivas, sedativas e antioxidantes. Infusão das flores e decocção dos frutos são usadas para tratar problemas do sistema circulatório, como a hipertensão, o envelhecimento dos músculos cardíacos e inflamações. O pilriteiro pode ser utilizado como porta-enxerto de pereiras, e para formar barreiras espinhosas.
Observações:
O nome do género,
Crataegus, vem do grego
kratos, que significa forte, robusto, aludindo às características da sua madeira.