• <em>Quercus robur</em> L.
    Inflorescências masculinas (Lísia Lopes)
<em>Quercus robur</em> L.
<em>Quercus robur</em> L.
<em>Quercus robur</em> L.

Plantas
Árvores → Quercus robur L.


Nome vulgar:
carvalho-alvarinho

Outros nomes:
carvalho-roble; carvalho-comum; alvarinho; common oak; European oak

Família:
Fagaceae

Origem e distribuição:
Europa e oeste da Ásia; em Portugal, é espontânea no norte e centro continentais e em algumas zonas do litoral.

Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago, ESAN

Descrição:
Árvore de folha caduca, que pode atingir 40 m de altura e até 1500 anos (mais frequente longevidade de 500-600 anos). Copa ampla, muito ramificada, tronco acinzentado e liso em jovem, tornando-se mais escuro, grosso, e profundamente fendido. Sistema radicular muito profundo e extenso. As folhas são simples, alternas, até 19 cm de comprimento, oblongo-obovadas, penatilobadas, 4 a 8 pares de lobos arredondados; sem pelos, verde-escuras na página superior (verde-claras quando jovens), mais claras na página inferior; par de aurículas na base, pecíolo curto.
As flores reúnem-se em amentilhos; os masculinos até 13 cm de comprimento, pendentes; os femininos com grupos de 2 a 3 flores, num largo pedúnculo escamoso. Fruto (bolota) ovoide-cilíndrico, longamente pedunculado, castanho quando maduro, parcialmente encerrado numa cúpula com escamas acastanhadas, soldadas entre si.

Floração:
abril-maio

Frutificação:
setembro-outubro

Habitat e ecologia:
Espécie dominante (em carvalhais) ou acompanhante em bosques caducifólios. Prefere solos profundos, frescos e siliciosos, até 1500 m de altitude. Espécie de crescimento lento, tolera o frio, geadas tardias, e ventos fortes, mas não ventos marítimos. Tem também elevada resistência a incêndios florestais.

Usos:
Espécie de interesse como barreira de proteção contra incêndios. Madeira resistente à humidade, muito apreciada na marcenaria e construção civil. As bolotas (fruto) são usadas para alimentação de gado suíno, mas já foram comumente utilizadas na alimentação humana. Atualmente são utilizadas na produção de licor de bolota. Para além além do elevado valor nutritivo, este alimento tem ainda ação antioxidante potente. A nível medicinal, a decocção da casca apresenta propriedades adstringentes, ajudando no tratamento de hemorragias e feridas. Tem também propriedades antissépticas, anti-inflamatórias, descongestionantes e tónicas.

Observações:
Recentemente, os dados sobre várias espécies de Quercus foram revistos, e esta espécie passou a ser chamada Quercus orocantabrica Rivas Mart. & al.
As galhas ou bugalhos aparecem frequentemente nos ramos e folhas, como mecanismo de defesa natural da árvore. Esta produção anormal do tecido vegetal deve-se a picadas de inseto, onde depois se desenvolvem as suas larvas. 
 

Referências:
https://doi.org/10.5209/mbot.79286