Identificação:
Muro que delimita o Campus de Santiago (Figura 1).
Presença na Universidade de Aveiro:
O muro, observável na Rua da Pêga (Figura 2), é composto por fragmentos de vários tipos de rocha, sendo aqui dado destaque às rochas sedimentares detríticas.
Composição:
Os blocos são constituídos por argilitos e arenitos de cor avermelhada (Figura 3), que na zona de Aveiro são designados “Arenitos de Eirol” ou “Grés de Eirol” (Figura 4).
Textura:
Clástica.
Ambiente de sedimentação:
Os depósitos, argilas e areias de dimensão diversa, ter-se-ão depositado há cerca de 230 milhões de anos, num ambiente continental correspondente a sistemas aluviais (cone aluvial e fluvial), sob clima árido, quente e seco. A sua cor vermelha deve-se à presença de conteúdo ferruginoso no cimento que liga fortemente estes sedimentos.
Curiosidades:
Durante o século XIX, o “Grés de Eirol” foi comumente utilizado, quer na construção de habitações, quer em obras públicas, como as primeiras obras de proteção da barra de Aveiro e as do quartel de Cavalaria 10, em 1885.