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Plantas
Árvores → Cupressus sempervirens L.


Nome vulgar:
cipreste-dos-cemitérios

Outros nomes:
cipreste; cedro-bastardo; cipreste-comum;cipreste-italiano; cipreste-mediterrânico; common-cypress

Família:
Cupressaceae

Origem e distribuição:
Nativa do sudeste da Europa, mais precisamente da região do mar Egeu. Com distribuição noutras regiões do sul da Europa, no sudoeste da Ásia e norte de África.

Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago, ESTGA

Descrição:
Árvore de folhagem persistente, que pode atingir 30 m de altura e grande longevidade. Tem copa colunar fusiforme, ocasionalmente piramidal. O tronco é castanho-acinzentado, com fissuras superficiais verticais ou helicoidais. Ramos eretos, raminhos novos inserem-se no ramo principal de forma irregular, com os ápices encurvados para cima. As folhas são oposto-cruzadas, escamiformes, obtusas, muito semelhantes (0,5-1 mm), encostadas ao raminho, e de cor verde-escura. 
Desenvolve estróbilos masculinos (até 8 mm), amarelo-esverdeados, e gálbulas. As gálbulas (até 4 cm de diâmetro) são oblongas e verdes, ficando cinzento-amareladas no segundo ano. Apresentam 8-14 escamas mucronadas que contêm sementes com asas pequenas.

Floração:
março

Habitat e ecologia:
Florestas temperadas de coníferas, bosques e matagais em encostas rochosas. Suporta solos pouco férteis, rochosos e argilosos, mas não se dá bem em solos arenosos muito soltos. Espécie de crescimento lento, embora em climas húmidos se considere uma espécie de crescimento rápido. Na sua área de distribuição natural surge associado a carvalhos de folha perene. A forma silvestre tem copa piramidal, mas a forma fastigiada é plantada com mais frequência.

Usos:
É plantada como espécie ornamental e para abrigo do vento, nomeadamente em cemitérios. A sua madeira é a única fonte de rendimento, apresenta boa qualidade e grande durabilidade, embora tenha nós e secções irregulares com frequência. É utilizada particularmente no exterior ou em cozinhas e casas de banho, onde é necessário que tenha mais resistência.

Observações:
Árvore geralmente utilizada na arborização de cemitérios, uma vez que a raiz é vertical (aprumada), não interferindo com as campas, e o fuste “indicar o caminho para o céu”. Antes do aparecimento dos cemitérios, esta espécie era plantada em muitas casas solarengas, principalmente no Vale do Rio Douro, sendo considerada símbolo de nobreza.