Nome vulgar:
medronheiro
Outros nomes:
ervedeiro; ervedo; êrvodo; medronheiro-comum; strawberry tree
Família:
Ericaceae
Origem e distribuição:
Nativa da Irlanda, sul da Europa, norte de África, Palestina e Turquia; introduzida na Nova Zelândia, Tasmânia, e ilhas da Macaronésia.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago, ESAN, ESTGA
Descrição:
Arbusto ou pequena árvore de folha persistente, que pode atingir 10 m de altura mas geralmente não ultrapassa os 5 m. Copa densa e arredondada; tronco curto, escamoso, castanho-avermelhado, que com a idade escurece e a casca começa a desprender-se em tiras. As folhas são simples, alternas, obovado-lanceoladas, até 10 x 4 cm, margem serrada a quase inteira, ligeiramente coriáceas; verde-escuras e brilhantes na página superior, mais claras e mate na página inferior; pecíolo geralmente avermelhado.
As flores são muito pequenas, e encontram-se reunidas em cachos pendentes, terminais. Cálice verde, com 5 lobos; corola branca, esverdeada ou rosada, em forma de jarro, com 5 dentes virados para trás. O fruto (medronho) é uma baga esférica, carnuda, com cerca de 2 cm de diâmetro, superfície coberta de pequenas saliências (como grânulos), amarela, tornando-se vermelha durante o amadurecimento. É possível flores e frutos existirem na mesma planta, devido à sobreposição da época de floração com a maturação da frutificação do ano anterior.
Floração:
outubro-fevereiro
Frutificação:
outubro (maturação no outono do ano seguinte)
Habitat e ecologia:
Florestas mistas, bosques perenifólios (azinhais, sobreirais), matos e encostas. Quando é dominante constitui medronhais. Surge até aos 1200 m de altitude, em locais de plena luz, e com preferência por solos profundos, soltos e frescos. Resistente a baixas temperaturas e geadas, tolera alguma exposição marítima e poluição industrial.
Usos:
Por vezes plantada como ornamental ou para exploração comercial. As folhas e casca contêm taninos, com aplicação no curtimento de peles. Os frutos podem ser consumidos crus, cozinhados, ou utilizados na preparação de bebidas alcoólicas (aguardente). Esta planta (principalmente folhas, casca e raízes) é também utilizada pelas suas propriedades medicinais, antibacterianas, adstringentes, diuréticas e antissépticas. A infusão pode ser usada no tratamento de diarreia, disenteria, e infeções urinárias.
Observações:
Em Portugal existem importantes manchas de medronheiro nas Serras de Monchique e do Caldeirão, exploradas principalmente para produção de aguardente de medronho. O restritivo específico,
unedo, deriva do latim, e significa “comer um só”, fazendo alusão à fama que os frutos têm de provocar embriaguez e dores de cabeça.