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FungosAgaricus bresadolanus Bohus


Família:
Agaricaceae

Origem e distribuição:
É considerada uma espécie rara, tendo sido documentada no sul da Europa e na Ásia.

Presença na Universidade de Aveiro:
campus de Santiago

Descrição:
Pileus (chapéu)
Hemisférico (jovem), tornando-se plano-convexo (adulto), com a margem enrolada e franjada (restos do véu parcial), podendo desenvolver uma depressão central com a maturidade; 3 a 10 cm de diâmetro. Cutícula com finas fibrilas ou escamas fibrilosas dispostas radialmente, mais densas no centro e quase inexistentes na margem. Coloração basal branco-acinzentada e fibrilas/escamas castanhas.
Lâminas e lamelas
Livres, rosa-pálido (jovem), seguido de rosa-salmão, tornando-se, por fim, acastanhadas, com as margens mais claras; muito próximas entre si; desiguais (apresentam lamelas de vários tamanhos).
Estipe (pé)
Cilíndrico, alargado na base, com um apêndice evidente na base, em forma de rizóide; 3-8 x 1-2 cm de dimensão; coloração rosada acima do anel e branco abaixo do mesmo, tornando-se ligeiramente amarelado com fricção; superfície finamente flocosa, principalmente na região inferior ao anel; interior sólido (jovem), e depois oco na maturidade. 
Anel
Superior, fino e membranoso, frágil, de coloração branca. Pode não estar presente em espécimes maduros.
Carne
Branca, ligeiramente rosada na região do pileus, e amarelo-laranja na base do estipe, especialmente após o corte O odor é ligeiro e complexo, podendo ser semelhante a anis no chapéu, e levemente fenólico ou a iodo na base do estipe.
Esporada
Castanho-escura.
Esporos
Elipsoides, com coloração amarelo-acastanhada no centro, paredes hialinas e espessas, e sem ornamentação. No exemplar do campus, o tamanho variou entre 7.10-8.35 x 4.93-6.48 μm.
Comestibilidade
Esta é uma espécie tóxica, que provoca síndrome gastroentérico constante, com sintomas de surgem rapidamente após a sua ingestão.

Frutificação:
Entre Maio e Julho, e entre Setembro e Dezembro.

Habitat e ecologia:
Este é um macrofungo sapróbio, decompositor de matéria orgânica, que cresce frequentemente em jardins.

Referências:
  1. Baptista-Ferreira, J., Da Silva, A. P., (DGDAR), & Vicente, H. P., (ICNF). (2013). Guia do colector de cogumelos – para os cogumelos silvestres comestíveis com interesse comercial em Portugal. In Comissão De Coordenação E Desenvolvimento Regional Do Centro, I.P. (ISB 978-989-8539-06–09). Publiconsult - Agência Criativa de Marcas. https://www.drapc.gov.pt/base/documentos/guia_colector_cogumelos.pdf