Estorninho-preto.
Estorninho-preto.

Animais
AvesSturnus unicolor (Temminck, 1820)


Nome vulgar:
estorninho-preto

Outros nomes:
corta-ventos; pardal-abelha; tornilho

Família:
Sturnidae

Origem e distribuição:
O estorninho-preto é uma espécie que se distribui por todo o território de norte a sul. É mais abundante no interior do país, especialmente no Alentejo, Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta e Beira Baixa, e menos abundante em Coimbra e Leiria e nas serras da Peneda e Gerês.

Presença na Universidade de Aveiro:
Tem uma ampla distribuição pelo campus.

Descrição:
Nas paisagens diversificadas de Portugal, surge a figura cintilante do estorninho-preto. Esta ave, com dimensões similares às do melro (cerca de 22 centímetros), exibe uma plumagem preta e brilhante, assim como um bico amarelo e patas rosadas.
É uma espécie comum, sendo frequentemente observada em áreas urbanas, agrícolas e bosques.
Esta ave é também conhecida pela sua habilidade em voar em grandes bandos, realizando movimentos sincronizados que criam padrões fascinantes no céu, conhecidos como "murmúrios".
Durante a época de reprodução, o estorninho-preto constrói o seu ninho em cavidades de árvores ou em edifícios.
A sua vocalização é variada, composta por uma série de sons que imitam outras aves ou até ruídos do ambiente.

Fenologia:
Residente.

Ocorrência:
* >40 (243) - eBird.

Dieta:
Alimenta-se principalmente de insetos, sementes e frutos, que captura no solo ou em árvores.

Estatuto de conservação:
Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental 2022 (população avaliada - reprodutora):
Portugal LC (Least Concern - Pouco Preocupante).
IUCN Global LC (Least Concern - Pouco Preocupante).

Curiosidades:
De acordo com dados da EURING (organização coordenadora dos programas europeus de anilhagem de aves), a idade máxima registada para esta espécie é de 8 anos e 10 meses, e o indivíduo foi encontrado em Espanha. Uma outra curiosidade, é o facto de o seu bico poder mudar de cor no verão, ficando escuro. No entanto, a partir do outono, volta ao amarelo característico.

Observações:
*Para este trabalho, recorreu-se a dados do eBird, no sentido de averiguar e classificar a ocorrência das espécies segundo os seguintes parâmetros: <10; >10 <20; >20 <40; >40 (data de acesso: 22/11/2024).

Referências:
Matos. M., Luís A. (2007). Atlas das Aves nidificantes do Campus da Universidade de Aveiro. Aveiro: Edições Afrontamento e Universidade de Aveiro.

Equipa Atlas (2022). III Atlas das Aves Nidificantes de Portugal (2016-2021). SPEA, ICNF, LabOr/UÉ, IFCN. Portugal.

Almeida J, Godinho C, Leitão D, Lopes RJ (2022). Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental. SPEA, ICNF, LabOR/UÉ, CIBIO/BIOPOLIS, Portugal.

Svensson, L., Mullarney, K., & Zetterström, D. (2018). Guia de Aves: Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa (2ª ed.). Lisboa: Assírio & Alvim.

Elias G, Frade J. (2024). O meu guia de aves. (1ª ed.). Lisboa: Booksmile.

d'Oliveira. M. (1896). AVES DA PENSINSULA IBERICA E ESPECIALMENTE DE PORTUGAL. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.

Lopes J. (1979). Nomenclatura da fauna ornitológica: algumas variantes da nomenclatura portuguesa. Évora: Serviços de Estudos do Ambiente.

eBird. 2017. eBird: An online database of bird distribution and abundance [web application]. eBird, Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, New York. Disponível em: http://www.ebird.org. (data de acesso: 22/11/2024).

Fransson, T., Kolehmainen, T., Moss, D. & Robinson, R. (2023) EURING list of longevity records for European birds. Disponível em: https://euring.org/files/documents/EURING_longevity_list_20230901.pdf