Chilreta em voo.
Chilreta em voo.

Animais
Aves → Sternula albifrons (Pallas, 1764)


Nome vulgar:
chilreta

Outros nomes:
andorinha-do-mar-anã; charrano (Tavira); chureta (Viana do Castelo); grasina

Família:
Laridae

Origem e distribuição:
Presente em maior abundância no Algarve, mais concretamente na Ria Formosa. É escassa noutras regiões, havendo apenas observações na Ria de Aveiro, nos estuários do Mondego, Tejo e Sado.

Presença na Universidade de Aveiro:
Podem ser observados indivíduos a sobrevoar o campus, principalmente nas zonas próximas às salinas.

Descrição:
A chilreta é uma presença marcante nas zonas costeiras de Portugal durante a primavera e o verão.
Mede cerca de 22 centímetros e tem uma plumagem essencialmente cinzenta no dorso e branca no ventre, com um bico amarelo, uma mancha branca acima dos olhos, e uma máscara preta.
Prefere habitats como dunas próximas a lagoas, rias, salinas e estuários.
Durante a reprodução, que começa por volta de maio, o ninho simples, feito de seixos e conchas, abriga ovos discretos que passam despercebidos aos olhos de predadores.
Apesar do seu tamanho diminuto, é destemida - qualquer aproximação indesejada do ninho pode despoletar uma reação defensiva.

Fenologia:
Migradora nidificante/migradora de passagem.

Ocorrência:
* >10 <20 (17) - eBird.

Dieta:
Ágil no ar, alimenta-se de pequenos peixes e outros organismos aquáticos, mergulhando de forma precisa para capturá-los.

Estatuto de conservação:
Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental 2022 (população avaliada - reprodutora):
Portugal VU (Vulnerable - Vulnerável).
IUCN Global LC (Least Concern - Pouco Preocupante).

Curiosidades:
De acordo com dados da EURING (organização coordenadora dos programas europeus de anilhagem de aves), a idade máxima registada para esta espécie é de 24 anos e 11 meses, e o indivíduo foi encontrado na Dinamarca.

Observações:
*Para este trabalho, recorreu-se a dados do eBird, no sentido de averiguar e classificar a ocorrência das espécies segundo os seguintes parâmetros: <10; >10 <20; >20 <40; >40 (data de acesso: 22/11/2024).

Referências:
Matos. M., Luís A. (2007). Atlas das Aves nidificantes do Campus da Universidade de Aveiro. Aveiro: Edições Afrontamento e Universidade de Aveiro.

Equipa Atlas (2022). III Atlas das Aves Nidificantes de Portugal (2016-2021). SPEA, ICNF, LabOr/UÉ, IFCN. Portugal.

Almeida J, Godinho C, Leitão D, Lopes RJ (2022). Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental. SPEA, ICNF, LabOR/UÉ, CIBIO/BIOPOLIS, Portugal.

Svensson, L., Mullarney, K., & Zetterström, D. (2018). Guia de Aves: Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa (2ª ed.). Lisboa: Assírio & Alvim.

Elias G, Frade J. (2024). O meu guia de aves. (1ª ed.). Lisboa: Booksmile.

d'Oliveira. M. (1896). AVES DA PENSINSULA IBERICA E ESPECIALMENTE DE PORTUGAL. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.

Lopes J. (1979). Nomenclatura da fauna ornitológica: algumas variantes da nomenclatura portuguesa. Évora: Serviços de Estudos do Ambiente.

eBird. 2017. eBird: An online database of bird distribution and abundance [web application]. eBird, Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, New York. Disponível em: http://www.ebird.org. (data de acesso: 22/11/2024).

Fransson, T., Kolehmainen, T., Moss, D. & Robinson, R. (2023) EURING list of longevity records for European birds. Disponível em: https://euring.org/files/documents/EURING_longevity_list_20230901.pdf