Animais
Aves → Hirundo rustica (Linnaeus, 1758)
Nome vulgar:
andorinha-das-chaminés
Outros nomes:
andorinha-das-minas; andorinha-de-rabos; andorinha-dos-poços; andorinha-rasteira
Família:
Hirundinidae
Origem e distribuição:
Está amplamente distribuída por todo o território continental de Portugal, com maior abundância na metade sul do país.
Na Madeira pode ser observado um pequeno número de indivíduos durante as migrações.
Presença na Universidade de Aveiro:
É uma espécie abundante por toda a área, havendo fortes indícios de nidificação em casas abandonadas na região da Rua de Santiago que atravessa o
campus.
Descrição:
A andorinha-das-chaminés é muito comum em Portugal, onde marca presença de fevereiro a setembro.
Caracteriza-se pelo corpo elegante e aerodinâmico de aproximadamente 18 centímetros, com dorso azul-metálico, partes inferiores esbranquiçadas, uma inconfundível mancha avermelhada na garganta e duas longas retrizes acompanhadas por uma longa cauda bifurcada.
Habita áreas rurais, vilas e cidades, preferindo locais abertos próximos de água e campos agrícolas, onde constrói os seus ninhos de lama e plantas em estruturas como chaminés, varandas e celeiros.
Fenologia:
Migradora nidificante.
Ocorrência:
* >40 (166) - eBird.
Dieta:
Alimenta-se principalmente de insetos que captura em pleno voo com grande destreza.
Estatuto de conservação:
Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental 2022 (população avaliada - reprodutora):
Portugal LC (Least Concern - Pouco Preocupante).
IUCN Global LC (Least Concern - Pouco Preocupante).
Curiosidades:
De acordo com dados da EURING (organização coordenadora dos programas europeus de anilhagem de aves), a idade máxima registada para esta espécie é de 20 anos e 2 meses, e o indivíduo foi encontrado nas Ilhas do Canal (Canal da Mancha).
Observações:
*Para este trabalho, recorreu-se a dados do eBird, no sentido de averiguar e classificar a ocorrência das espécies segundo os seguintes parâmetros: <10; >10 <20; >20 <40; >40 (data de acesso: 22/11/2024).
Referências:
Matos. M., Luís A. (2007). Atlas das Aves nidificantes do Campus da Universidade de Aveiro. Aveiro: Edições Afrontamento e Universidade de Aveiro.
Equipa Atlas (2022). III Atlas das Aves Nidificantes de Portugal (2016-2021). SPEA, ICNF, LabOr/UÉ, IFCN. Portugal.
Almeida J, Godinho C, Leitão D, Lopes RJ (2022). Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental. SPEA, ICNF, LabOR/UÉ, CIBIO/BIOPOLIS, Portugal.
Svensson, L., Mullarney, K., & Zetterström, D. (2018). Guia de Aves: Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa (2ª ed.). Lisboa: Assírio & Alvim.
Elias G, Frade J. (2024). O meu guia de aves. (1ª ed.). Lisboa: Booksmile.
d'Oliveira. M. (1896). AVES DA PENSINSULA IBERICA E ESPECIALMENTE DE PORTUGAL. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.
Lopes J. (1979). Nomenclatura da fauna ornitológica: algumas variantes da nomenclatura portuguesa. Évora: Serviços de Estudos do Ambiente.
eBird. 2017. eBird: An online database of bird distribution and abundance [web application]. eBird, Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, New York. Disponível em:
http://www.ebird.org. (data de acesso: 22/11/2024).
Fransson, T., Kolehmainen, T., Moss, D. & Robinson, R. (2023) EURING list of longevity records for European birds. Disponível em:
https://euring.org/files/documents/EURING_longevity_list_20230901.pdf