Animais
Aves → Buteo buteo (Linnaeus, 1758)
Nome vulgar:
águia-d'asa-redonda
Outros nomes:
bilhafre; bútio-d'asa-redonda; francelho; gafanhoto (Mirandela); minhôto; tartaralhão
Família:
Accipitridae
Origem e distribuição:
A espécie está amplamente distribuída em Portugal, com algumas variações regionais.
No território continental, ocorre em quase toda a extensão, exceto no Algarve, em regiões semiáridas com pouca cobertura arbórea.
Nos Açores, a subespécie
Buteo buteo rothschildi ocorre em todas as ilhas, exceto no Corvo e nas Flores.
Já na Madeira, a subespécie
Buteo buteo harterti está restrita à ilha principal.
Presença na Universidade de Aveiro:
Na Universidade de Aveiro, pode ser observada a sobrevoar toda a área do Crasto e do Esteiro de S.Pedro.
Descrição:
A águia-d'asa-redonda é uma ave de rapina diurna bastante comum em Portugal.
A sua plumagem varia entre tons de castanho, bege e branco, tornando cada indivíduo único.
Com cerca de 50 centímetros e uma envergadura que pode ultrapassar 1,2 metros, é uma presença marcante nos céus.
Frequenta florestas, campos abertos e áreas agrícolas, sendo muitas vezes avistada pousada sobre postes elétricos ou ramos de árvores, de onde vigia o terreno em busca de presas.
A sua vocalização característica é inconfundível e anuncia a sua presença mesmo à distância.
Fenologia:
Residente.
Ocorrência:
* >10 <20 (14) - eBird.
Dieta:
Alimenta-se principalmente de pequenos mamíferos, mas adapta-se com facilidade, podendo ainda caçar aves e répteis.
Estatuto de conservação:
Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental 2022 (população avaliada - reprodutora):
Portugal LC (Least Concern - Pouco Preocupante).
IUCN Global LC (Least Concern - Pouco Preocupante).
Curiosidades:
De acordo com dados da EURING (organização coordenadora dos programas europeus de anilhagem de aves), a idade máxima registada para esta espécie é de 30 anos e 5 meses, e o indivíduo foi encontrado no Reino Unido.
Observações:
*Para este trabalho, recorreu-se a dados do eBird, no sentido de averiguar e classificar a ocorrência das espécies segundo os seguintes parâmetros: <10; >10 <20; >20 <40; >40 (data de acesso: 22/11/2024).
Referências:
Matos. M., Luís A. (2007). Atlas das Aves nidificantes do Campus da Universidade de Aveiro. Aveiro: Edições Afrontamento e Universidade de Aveiro.
Equipa Atlas (2022). III Atlas das Aves Nidificantes de Portugal (2016-2021). SPEA, ICNF, LabOr/UÉ, IFCN. Portugal.
Almeida J, Godinho C, Leitão D, Lopes RJ (2022). Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental. SPEA, ICNF, LabOR/UÉ, CIBIO/BIOPOLIS, Portugal.
Svensson, L., Mullarney, K., & Zetterström, D. (2018). Guia de Aves: Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa (2ª ed.). Lisboa: Assírio & Alvim.
Elias G, Frade J. (2024). O meu guia de aves. (1ª ed.). Lisboa: Booksmile.
d'Oliveira. M. (1896). AVES DA PENSINSULA IBERICA E ESPECIALMENTE DE PORTUGAL. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.
Lopes J. (1979). Nomenclatura da fauna ornitológica: algumas variantes da nomenclatura portuguesa. Évora: Serviços de Estudos do Ambiente.
eBird. 2017. eBird: An online database of bird distribution and abundance [web application]. eBird, Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, New York. Disponível em:
http://www.ebird.org. (data de acesso: 22/11/2024).
Fransson, T., Kolehmainen, T., Moss, D. & Robinson, R. (2023) EURING list of longevity records for European birds. Disponível em:
https://euring.org/files/documents/EURING_longevity_list_20230901.pdf