Animais
Insetos → Celastrina argiolus (Linnaeus, 1758)
Nome vulgar:
Azul-celeste
Família:
Lycaenidae
Origem e distribuição:
Distribui-se por grande parte da Europa, algumas regiões da Ásia, da América do Norte e do Norte da África.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Espécie de pequeno porte, com uma envergadura de asas de 26-34 mm. A margem anterior da asa é branca com franjas escuras. A face inferior das asas apresenta uma coloração azul-brilhante com tonalidades acinzentadas. A face inferior da asa anterior possui uma série de pequenas manchas alongadas. A espécie apresenta um elevado dimorfismo sexual, nos machos, a face superior das asas é azul com uma estreita margem escura, enquanto nas fêmeas, esta margem escura é bastante mais larga. O corpo é branco, os olhos são pretos e as antenas são claviformes, exibindo um padrão às riscas alternadas de preto e o branco, com o segmento terminal preto. O mesmo padrão pode ser observado nas patas. As lagartas apresentam uma coloração variável, entre o verde e o vermelho-acastanhado.
Habitat e ecologia:
Esta espécie ocorre em habitats com árvores e arbustos de baixo crescimento, como jardins, pastagens, margens de florestas, e matos mediterrânicos (maquis). O período mais favorável à observação dos adultos decorre entre Janeiro e Outubro, podendo ocorrer duas a três gerações por ano.
Após o acasalamento, a fêmea deposita os ovos individualmente na base dos botões florais fechados. Os ovos eclodem ao fim de cerca de duas semanas, e as pequenas lagartas alimentam-se dos botões florais. É uma espécie polífaga, alimentando-se de flores e frutos de várias plantas, como o azevinho (
Ilex aquifolium), a hera (
Hedera helix), a Bardana (
Arctium sp.), e giestas (
Genista sp.). Observa-se uma possível preferência sazonal na escolha da planta hospedeira, em certos habitats, há uma preferência por azevinho na primeira geração e por hera na segunda.
As lagartas são vulneráveis ao parasitismo da vespa
Listrodromus nycthemerus, que pode influenciar significativamente a dinâmica populacional da espécie, com flutuações drásticas nos seus números. Trata-se ainda de uma espécie ocasionalmente mirmecófila, ou seja, que estabelece relações simbióticas com formigas. As lagartas possuem uma glândula que segrega um líquido açucarado e nutritivo, atraindo as formigas que, em troca, oferecem a sua proteção contra predadores. A fase larvar pode durar cerca de 3 a 4 semanas. A pupação ocorre no solo ou nas suas proximidades.
Ameaças:
Não são conhecidas ameaças especificas. A conservação da espécie pode ser promovida através da preservação dos seus habitats naturais.
Estatuto de ameaça:
Europa: LC – Pouco Preocupante; Portugal: NE - Não Avaliado
Curiosidades:
O nome comum desta espécie está associado à coloração azul-celeste da face superior das asas.