Nome vulgar:
trevinho
Outros nomes:
trevo-amarelo-menor; lesser hop trefoil; suckling clover; lesser trefoil
Família:
Fabaceae
Origem e distribuição:
Europa até Ásia ocidental, e noroeste de África; distribuída por todo o mundo.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Erva anual, com caules até cerca de 50 cm, eretos ou ascendentes, glabros ou frequentemente com pelos aplicados.
Folhas alternas, compostas por 3 folíolos obovados, glabros ou quase, peciolulados, serrados na parte apical, obtusos, truncados ou emarginados. Pecíolo até 2 cm; estípulas ovado-lanceoladas, auriculadas, herbáceas; peciólulo central até 2 mm, mais comprido que os laterais.
As flores reúnem-se em inflorescências axilares densas, espiciformes, subcilíndricas ou cónicas, com 6-9 mm de diâmetro; pedúnculo até 4 cm. A corola é amarela, acastanhada quando seca, escariosa e persistente na frutificação. Estandarte com até 4,3 mm, cimbiforme, dobrado no ápice; asas convergentes.
Frutos incluídos no cálice ou ligeiramente salientes, com uma semente cada. Sementes amareladas, com cerca de 1 mm.
Floração:
março-agosto
Habitat e ecologia:
Pastagens anuais, prados, terrenos não cultivados, e na berma de caminhos, em substrato silicioso ou temporariamente encharcado, até 1700 m de altitude.
Usos:
Num estudo em que foram avaliadas cinco espécies de trevos comestíveis, esta espécie destaca-se por ter a concentração de selénio mais elevada.
Observações:
No
campus também é possível encontrar a espécie
Trifolium campestre Schreb. (trevo-amarelo, trevão), menos abundante, e que se distingue principalmente pelas forma e disposição das pétalas: o estandarte tem até 5,5 mm, é cocleariforme, curvado no ápice, fimbriado; as asas são divergentes. As épocas de floração são semelhantes.
Referências:
https://doi.org/10.1080/03601234.2018.1462923