Nome vulgar:
serralha-macia
Outros nomes:
serralha-branca; serralha-mansa; leituga; common sow-thistle
Família:
Asteraceae
Origem e distribuição:
Nativa da Europa e norte de África até ao oeste da Ásia e Médio Oriente; distribuída por todo o mundo.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Erva anual ou bienal, com caule ereto, único ou múltiplo, até 120 cm de altura, sem espinhos.
Folhas tenras, geralmente penatipartidas a penatissectas, roncinadas, com 2-10 lóbulos laterais de forma variável, lóbulo terminal de maior dimensão, margem serrada. São verdes na página superior, por vezes pruinosas; nervo médio esbranquiçado ou avermelhado. Nas folhas superiores, o limbo geralmente prolonga-se em aurículas na base.
Inflorescências em capítulos terminais, com até 250 flores amarelas, as mais externas com maior comprimento. Os frutos são aquénios oblanceolados, relativamente comprimidos, com 3-5 sulcos longitudinais em cada face.
O papilho é formado por pelos esbranquiçados, mais ou menos persistentes. Este tipo de fruto, formado por aquénios coroados por papilho, é conhecido como cipsela.
Floração:
fevereiro-outubro
Habitat e ecologia:
Bermas de caminhos, campos cultivados ou incultos, muros e locais perturbados, em todo o tipo de solos, até 2100 m de altitude.
Usos:
Reconhecida popularmente em muitos países por ser uma planta comestível e com aplicações medicinais muito diversas. Podendo ser utilizada em infusões e decocções, ou consumida, preferencialmente cozinhada. Tem propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, antioxidantes, antidiabéticas, e hepatoprotetoras.
Observações:
No
campus está também presente a espécie
Sonchus asper (L.) Hill (serralha-áspera, prickly sow-thistle), que se diferencia principalmente pela forma dos aquénios - elípticos a oblongos, muito comprimidos e alados - e por ter folhas mais rígidas e espinhosas.
Referências:
https://doi.org/10.1016/j.jep.2013.01.036
https://doi.org/10.1016/j.afres.2022.100145