Plantas
Herbáceas → Oxalis pes-caprae L. (invasora)
Nome vulgar:
azedas
Outros nomes:
trevo-azedo; azedinha; erva-azeda-amarela; erva-canária; erva-pata; Bermuda buttercup; sourgrass
Família:
Oxalidaceae
Origem e distribuição:
Nativa da região do Cabo, na África do Sul. Introduzida nos outros continentes, muitas vezes naturalizada.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Erva perene, com até 40 cm, bolbosa e coberta de pelos. Bolbo ovoide, até 1,5 cm, com uma membrana externa castanho-escura. A partir do bolbo desenvolve-se um rizoma esbranquiçado, que por sua vez pode ter vários bolbilhos (pequenos bolbos).
Folhas trifolioladas, crescem em roseta basal a partir do topo do rizoma. Folíolos largos, cordiformes, até cerca de 2 cm por 4 cm, verdes. Página superior frequentemente com manchas purpúreas, pecíolo até cerca de 20 cm.
Inflorescências são umbelas terminais, reunindo 1 a 19 flores. A corola é formada por 5 pétalas amareladas, com simetria radial. O cálice é formado por 5 sépalas lanceoladas, verdes com ápice alaranjado. Pedicelos e sépalas com pelos, pétalas glabras ou com alguns pelos.
O fruto é uma cápsula cilíndrica, até 8 mm. Contudo, a dispersão da espécie ocorre principalmente por propagação vegetativa dos bolbilhos.
Floração:
setembro-maio
Habitat e ecologia:
Campos cultivados, pomares, bermas de caminhos, taludes, dunas e jardins. Solos perturbados, relativamente húmidos, até 800 m de altitude. Erva provavelmente escapada de jardins. Está atualmente classificada como invasora em Portugal continental segundo o Decreto-Lei nº 92/2019.
Usos:
Terá sido introduzida para fins ornamentais. As folhas são comestíveis mas contêm ácido oxálico, pelo que não devem ser consumidas em grande quantidade. Alguns estudos indicam que tem efeitos antioxidantes, antibacterianos e antifúngicos.
Referências:
https://doi.org/10.3390/plants14040578