Nome vulgar:
urtiga-morta
Outros nomes:
barredoiro; basalho; urtiga-morta-bastarda; Spanish mercury; annual mercury
Família:
Euphorbiaceae
Origem e distribuição:
Europa, da Região Mediterrânica até Médio Oriente. Introduzida noutras regiões temperadas.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Planta anual, com indivíduos hermafroditas ou unissexuais, unicaule. Caules geralmente até 50 cm, eretos, herbáceos, de ramificação ereto-patente, geralmente ciliados nos nós.
Folhas largamente ovadas a ovado-lanceoladas, até 8 cm por 4 cm, margens crenado-dentadas (dentes triangulares a arredondados), ciliadas.
Em plantas masculinas, as flores masculinas estão agrupadas em glomérulos, que por sua vez se dispõem em inflorescências semelhantes a espigas, mais compridas que as folhas, e com pedúnculo ainda mais longo. Em plantas hermafroditas, as flores masculinas estão solitárias ou em pequenos grupos axilares, na base das flores femininas; as femininas são axilares, solitárias ou em grupos de 2-3 flores. Sépalas ovadas, esverdeadas ou esbranquiçadas.
O fruto, com cerca de 3 cm e coberto de pequenas saliências no dorso, é uma cápsula resultante de 2 carpelos unidos (mais raramente 3 ou 4), que se separam na maturação. Cada porção do fruto contém uma semente ovoide, ligeiramente rugosa.
Floração:
janeiro-dezembro
Habitat e ecologia:
Campos cultivados e abandonados, margens de estradas, ruínas e hortas, em solos de qualquer tipo, algo húmidos, também em rochedos e muros ruderalizados, até 1500 m de altitude.
Usos:
O sumo da parte aérea da planta, e a decocção da planta seca terão sido utilizados como laxantes. Também lhe são atribuídas propriedades eméticas, colagogas, diuréticas, dermatológicas, e anti-helmínticas.
Observações:
Anteriormente classificada como
Mercurialis ambigua L. f., atualmente é considerada como sinónimo da espécie
Mercurialis annua L., segundo a base de dados online de
Kew Gardens.