Nome vulgar:
espruce-europeu
Outros nomes:
espruce-da-noruega; abeto-do-norte; pícea-europeia; pícea; abeto-falso; Norway spruce
Família:
Pinaceae
Origem e distribuição:
Nativa do centro, norte e este da Europa, até aos Montes Urais; introduzida noutras regiões do mundo, incluindo na Península Ibérica, por vezes considerada subespontânea.
Presença na Universidade de Aveiro:
ESTGA
Descrição:
Árvore monoica, até cerca de 50 m de altura, de folhagem persistente. Copa cónica, tronco grosso, de casca castanho-avermelhada e escamosa, tornando-se acinzentada e desprendendo-se em placas nos exemplares mais velhos. Ramos dispostos em verticilos, ascendentes ou horizontais, com ramos inferiores descendentes nas árvores mais velhas. Folhas dispostas em torno dos caules, simples, aciculares, com 1-2 cm de comprimento, arqueadas no ápice, rígidas, de secção aproximadamente quadrangular. São verde-escuras (mais claras quando jovens), com bandas estomáticas acinzentadas. Quando esmagadas libertam um cheiro agradável.
Cones masculinos axilares ou terminais, ovoides, 2-2,5 cm, laranja-amarelados a avermelhados. Cones femininos erguidos, inicialmente rosa-arroxeados, tornando-se castanhos na maturação; a pinha madura é pendente, cilíndrica com a extremidade atenuada, 10-18 cm de comprimento, 3-4 cm de diâmetro, e formada por numerosas escamas seminíferas finas, arredondadas ou romboidais, de ápice frequentemente emarginado. Sementes castanho-escuras, com asa membranosa castanho-pálida, até 1,5 cm de comprimento.
Floração:
abril-maio
Frutificação:
maturação em setembro-outubro do mesmo ano
Habitat e ecologia:
Cresce em florestas montanhosas, entre 400 e 2200 m de altitude. Espécie de crescimento rápido, que tolera a exposição marítima mas não ventos fortes, pois as raízes são pouco profundas. Existem diversas variedades selecionadas, muitas delas com porte arbustivo.
Usos:
Plantada como árvore ornamental ou pela sua madeira. Esta é leve, de cor clara e fácil de trabalhar, com aplicações em construção, carpintaria, produção de instrumentos musicais e para obter pasta de papel. É ainda cultivada em alguns países, para ser usada como árvore de Natal. Várias partes desta planta apresentam propriedades medicinais, nomeadamente antioxidantes, antibacterianas e antissépticas. A resina tem também aplicações em medicina tradicional e, através da sua destilação, obtém-se terebentina, que pode ser utilizada como solvente de tintas. A casca contém taninos, usados no processo de curtir peles.
Observações:
O nome do género,
Picea, terá origem no latim
pix, referência à resina encontrada nesta espécie. O restritivo específico,
abies, faz alusão à sua semelhança com árvores do género
Abies, vulgarmente conhecidas como abetos.