Nome vulgar:
gilbardeira
Outros nomes:
erva-dos-vasculhos; gilbarbeira; gibaubeiro (Minho); giz-barbeiro (Centro); pica-rato; murta-espinhosa; azevinho-menor; butcher’s broom
Família:
Asparagaceae
Origem e distribuição:
Nativa da região Mediterrânica, Macaronésia, oeste da Europa e Cáucaso.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Arbusto de folhagem persistente, com até 1 m de altura. Do rizoma surgem vários ramos, caules verdes-escuros, com sulcos longitudinais. É uma espécie dioica, ou seja, as flores femininas e flores masculinas encontram-se em plantas diferentes. As verdadeiras folhas da gilbardeira são escamas de tamanho muito reduzido, sem função fotossintética. Da sua axila surgem “falsas folhas” que são, na realidade, caules modificados em forma de folha, chamados de cladódios (fotossintéticos). Estes são verde-escuros, rígidos, ovados e com ponta espinhosa.
Na face superior surgem flores unissexuais, geralmente solitárias. O perianto é formado por 6 peças branco-esverdeadas, que parecem formar uma estrela. Os frutos são globosos, com brilho ceroso e cor vermelho-intensa na maturação.
Floração:
março-junho
Frutificação:
julho-setembro (persiste durante o inverno)
Habitat e ecologia:
Tem grande plasticidade ecológica, ou seja, pode crescer em diversos tipos de habitat, mas apresenta alguma preferência por bosques de carvalho-alvarinho, azinheiras e sobreiros. Ocorre até 1400 m de altitude, em locais sombrios e frescos, com solos profundos. Quando estabelecidas, as plantas têm alguma tolerância à seca. É autóctone em Portugal. É uma planta geralmente dioica mas por vezes podem existir flores hermafroditas. Propaga-se também por reprodução vegetativa.
Usos:
O fruto não é comestível mas são-lhe atribuídas propriedades purgantes. A raiz tem propriedades diuréticas, sudoríferas e vasoconstritoras, pelo que poderá ter aplicação no tratamento de varizes e hemorroidas, sendo desaconselhado a pessoas com hipertensão. Usada como planta ornamental, pela sua semelhança com o azevinho. Os ramos já foram utilizados como vassouras, nomeadamente de talhantes, e para afastar ratos de alimentos nas despensas, usos que deram origem a alguns dos nomes comuns, tanto em português como em inglês.
Observações:
A palavra,
Ruscus, deriva do latim
ruscum, nome dado a vassouras de talhantes. O restritivo específico,
aculeatus, tem origem no latim e faz referência às pontas espinhosas da gilbardeira.