Nome vulgar:
piracanta
Outros nomes:
piracanto; espinheiro-ardente; espinho-de-fogo; scarlet firethorn
Família:
Rosaceae
Origem e distribuição:
Nativa da região Mediterrânica até ao Irão; introduzida noutras partes do mundo, podendo tornar-se naturalizada.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Arbusto de folhagem persistente a semi-persistente, espinhoso, com até 2 m de altura (mais raramente, 5 m). Folhas simples, alternas, com cerca de 3-6 cm de comprimento, elípticas a oblongo-lanceoladas, acuminadas, peninérveas, com margem levemente serrada a crenada. São brilhantes e verde-escuras na página superior, mais claras e glabras na página inferior, por vezes com alguns pelos nas folhas jovens.
Flores hermafroditas, pequenas, reunidas em inflorescências, de odor particular. Corola branca, com até 9 mm de diâmetro, composta por 5 pétalas quase circulares. Fruto é um pomo, amarelo a vermelho-alaranjado, sem pelos.
Floração:
abril-junho
Frutificação:
setembro-outubro (persiste durante o inverno)
Habitat e ecologia:
Cresce em áreas ripícolas, pradarias e em locais perturbados, como bermas de estradas. Suporta variadas condições de solo e clima, com preferência por solos húmidos e bem drenados. Espécie de crescimento rápido, tolera ventos fortes e a poluição atmosférica. As suas flores são muito atrativas para espécies polinizadores e os frutos para as aves, que ajudam a dispersar as sementes.
Usos:
Plantada em sebes pelo seu valor ornamental, como barreira espinhosa em separação de terrenos, ou para estabilização de solos. Os frutos podem ser utilizados para preparar doces e geleias. Contudo, deve haver precaução no seu uso, pois esta espécie pertence a uma família em que as sementes acumulam cianeto de hidrogénio, um composto tóxico que pode levar a falha respiratória.
Observações:
O nome do género,
Pyracantha, tem origem no grego
pyr (fogo), em referência à cor dos frutos, e
acantha (espinho). O restritivo específico,
coccinea, tem origem no latim
coccineus (escarlate, vermelho).