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Plantas
ÁrvoresPrunus laurocerasus L.


Nome vulgar:
louro-cerejo

Outros nomes:
loureiro-cereja; loureiro-cerejeira; loiro-inglês; loureiro-real; loureiro-de-trebizonda; cherry laurel

Família:
Rosaceae

Origem e distribuição:
Nativa da Península Balcânica, Cáucaso, Turquia e Irão; cultivada e subespontânea em muitas regiões de clima temperado, naturalizando-se frequentemente.

Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago

Descrição:
Arbusto ou pequena árvore de folhagem persistente, que pode crescer até 8-10 m de altura. Tronco de casca castanho-escura, lisa mas com lenticelas. Com muitos ramos, divergentes, raminhos verde-claros. As folhas, até 20 cm de comprimento, são oblongo-elíticas a oblongo-lanceoladas, acuminadas, acunheadas na base, com margem quase inteira, ligeiramente crenada ou serrilhada. São coriáceas, com página superior verde-escura e lustrosa, e página inferior verde-pálida, com 2-6 glândulas circulares perto da nervura central. Peciolada, com estípulas glabras, quase membranáceas, que se soltam antes das folhas.
As flores, 25 a 45, encontram-se reunidas em cimeiras racemiformes, com até 15 cm de comprimento, eretas, que se inserem na axila das folhas. As flores são pequenas, muito fragrantes, constituídas por 5 pétalas brancas, obovadas, inteiras, e inseridas num ângulo de quase 90º. O fruto é uma drupa, aproximadamente esférica, com 1-1,5 cm de diâmetro, glabra, e com apículo. De superfície brilhante, inicialmente verde, que se torna vermelha e por fim preta, na maturação. Polpa amarga, semente grande e lisa.

Floração:
abril-junho

Frutificação:
julho-setembro

Habitat e ecologia:
Cresce em florestas mistas e bosques, sendo frequentemente cultivada e naturalizada em regiões de clima temperado. Tem preferência por solos húmidos e profundos, bem drenados, com exposição solar. Tolera a poluição atmosférica, a secura e ventos, mas não a exposição marítima. Existem muitas variedades selecionadas.

Usos:
Cultivada como planta ornamental, em jardins, podendo também ser podada em sebe. Várias partes da planta contêm um composto tóxico, amargo, que pode levar a falha respiratória, pelo que não devem ser ingeridas, nomeadamente as folhas, sementes ou frutos imaturos. Assim, apenas o fruto maduro pode ser consumido, à exceção da semente. A partir das folhas produz-se uma água destilada, usada como aromatizante e pelas suas propriedades medicinais, sedativas e antiespasmódicas, com aplicações no tratamento de tosse, asma, e outros problemas do sistema respiratório.

Observações:
O restritivo específico laurocerasus é composto por lauro, palavra que deriva do género Laurus, e cerasus, relativo a cereja. Isto deve-se à semelhança das folhas com as do loureiro (Laurus nobilis) e dos frutos com as cerejas (género Prunus).