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Plantas
ÁrvoresPinus sylvestris L.


Nome vulgar:
pinheiro-silvestre

Outros nomes:
pinheiro-de-casquinha; pinheiro-de-riga; Scots pine

Família:
Pinaceae

Origem e distribuição:
Nativa do norte e centro da Europa e da Ásia, até ao Cáucaso.

Presença na Universidade de Aveiro:
ESTGA 

Descrição:
Árvore de folhagem persistente, com 25-40 m de altura. Copa piramidal com ramos verticilados em jovem, variando com a idade e a exposição ao vento. Tronco grosso, casca na base fendida em placas irregulares castanho-acinzentadas ou castanho-avermelhadas, na parte superior soltando-se em escamas finas alaranjadas. Raminhos inicialmente verdes, tornando-se castanho-acinzentados. Folhas aciculares, 3-7 cm de comprimento, rígidas, ligeiramente torcidas, com vértice agudo, verde-acinzentadas, e agrupadas em pares, com bainhas basais cinzentas.
Cones masculinos amarelados, na base dos rebentos. Na extremidade dos rebentos crescem cones femininos, ovoide-cónicos, pequenos e vermelho-arroxeados. Mais tarde, castanho-claros e mate na maturação, com 3-6 cm por 2-3,5 cm, caducos, subsésseis. Escamas estreitamente oblongas, com protuberâncias centrais planas, por vezes curtamente piramidais. Sementes 3-5 mm, castanho-escuras a pretas, com asa de 12-17 mm.

Floração:
maio-junho

Frutificação:
pinha amadurece no outono do ano seguinte

Habitat e ecologia:
Ocorre em pinhais e florestas mistas em regiões montanhosas. É uma espécie de crescimento rápido, que tolera secura, ventos, exposição marítima e poluição atmosférica. As folhas caídas no chão contêm compostos com efeito alelopático, ou seja, que inibem a germinação e o crescimento de outras plantas em seu redor.

Usos:
Plantada como espécie florestal, e apreciada pela sua madeira de boa qualidade, para a carpintaria e marcenaria. Produz resina, que pode ser utilizada na produção de diversos produtos, como vernizes e solventes. Várias partes da planta têm propriedades antissépticas e expetorantes, sendo popularmente aplicada no tratamento de problemas respiratórios. A sua casca é rica em taninos, usados no processo de curtir peles.

Observações:
Frequentemente cultivada na Região Mediterrânica em regiões de maior altitude, incluindo em Portugal. Pensa-se que existe uma população autóctone na Serra do Gerês.