Plantas
Arbustos → Pittosporum tobira (Thunb.) W.T.Aiton
Nome vulgar:
pitósporo
Outros nomes:
pitósporo-do-japão; pitósporo-japonês; Japanese pittosporum
Família:
Pittosporaceae
Origem e distribuição:
Nativa da Ásia oriental, abrangendo o Japão, a Coreia e Taiwan; naturalizada na China, no sudoeste da Europa e nos Açores.
Presença na Universidade de Aveiro:
ESTGA
Descrição:
Arbusto ou pequena árvore de folhagem persistente, com 2-6 m de altura, copa muito ramificada, tronco castanho. Folhas simples, oblongo-obovadas, com 3,5-10 cm de comprimento, ápice obtuso ou arredondado, margem inteira e revoluta. Coriáceas, sem pelos, com pecíolo curto e nervura central evidente; verde-escuras e lustrosas na página superior, verde-pálidas na página inferior. Dispõem-se de forma alternada, agrupadas na parte apical dos ramos, aparentemente em verticilos.
Flores hermafroditas, aromáticas, agrupadas em ramalhetes terminais, aproximadamente umbeliformes, com 5 sépalas pequenas e pubescentes, 5 pétalas brancas a amareladas, oblongas, abertas em estrela, de ápice recurvado, 5 estames, e pedicelos pubescentes, com 1,5 cm de comprimento. O fruto é uma cápsula obovoide ou aproximadamente esférica, tomentosa, esverdeadas, tornando-se amareladas a castanhas durante a maturação, de paredes quase lenhosas. Abrem por 3 valvas (mais raramente, 2 ou 5), mostrando as sementes reniformes, vermelhas, envolvidas numa substância viscosa.
Floração:
março-maio
Frutificação:
julho
Habitat e ecologia:
Cresce em zonas costeiras, subespontânea em matagais, frequentemente em locais que sofrem perturbação humana. Espécie de crescimento rápido, muito resistente à exposição marítima, à seca, e tolera a poda. Terá floração mais abundante num local ensolarado, mas folhas maiores e mais brilhantes num local de sombra.
Usos:
Plantada como espécie ornamental em jardins e parques, muitas vezes para formar sebes, nomeadamente em zonas costeiras. Existem cultivares selecionadas, também para fins ornamentais.
Observações:
É um dos arbustos mais cultivados na Península Ibérica. As flores libertam um odor semelhante à flor-de-laranjeira. O nome do género,
Pittosporum, deriva do grego
pitta (resina) e
sporos (sementes), fazendo referência à substância viscosa e resinosa com que as sementes estão impregnadas.