Plantas
Árvores → Malus domestica (Suckow) Borkh.
Nome vulgar:
macieira
Outros nomes:
maceira; maçãzeira; maçanzeira; macieira-cultivada; apple tree
Família:
Rosaceae
Origem e distribuição:
Pensa-se que as formas silvestres que lhe terão dado origem são nativas da região do Cáucaso e Ásia Central; árvore cultivada por todo o mundo, por vezes naturalizada.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago, ESTGA
Descrição:
Árvore de folhagem caduca, com 10-15 m de altura e copa arredondada. Tronco curto, acinzentado, com fissuras formando pequenas placas irregulares. As folhas são alternas, ovado-elíticas, geralmente arredondadas na base, e com margem serrada. Na página superior são levemente tomentosas e na página inferior são densamente tomentosas. Pecioladas, e com estípulas simples.
As flores encontram-se solitárias ou reunidas em corimbos de 3-6 flores, na extremidade dos ramos jovens. São pedunculadas, com pétalas brancas ou ligeiramente rosadas, sépalas e pedicelo tomentosos. O fruto (maçã) é um pomo geralmente globoso, achatado nos extremos, com casca lisa e brilhante. A polpa é doce e aromática, e as sementes encontram-se numa separação cartilaginosa no centro do fruto
Floração:
março-junho
Frutificação:
setembro
Habitat e ecologia:
Espécie abundantemente cultivada em zonas temperadas. A forma silvestre (
Malus sylvestris) cresce em bosques caducifólios e mistos. Existem várias cultivares, em que os frutos apresentam diferentes formas, dimensões e cores, e poderão ter diferentes épocas de maturação. Atrativo para polinizadores.
Usos:
Cultivada principalmente pelo seu fruto, comestível, que pode ter diferentes sabores e texturas, dependendo das variedades. Devido ao seu conteúdo em pectina (gelificante), é muitas vezes adicionado a doces e compotas de outros frutos. O fruto é adstringente, laxante, e dentífrico, e o seu sumo fresco estimula a digestão e protege a mucosa gástrica. As folhas contêm substâncias antioxidantes e antibacterianas. Todas as espécies desta família acumulam um composto tóxico (cianeto de hidrogénio) principalmente nas sementes, embora a sua concentração seja variável.
Observações:
A origem da macieira atualmente cultivada não é clara, mas pensa-se resultar de cruzamentos das espécies silvestres
Malus sylvestris,
Malus orientalis e
Malus sieversii.