Nome vulgar:
freixo-florífero
Outros nomes:
freixo-de-flor; freixo-de-folhas-redondas; freixo-do-maná; flowering ash; manna ash
Família:
Oleaceae
Origem e distribuição:
Nativa do sul e este da Europa e sudoeste da Ásia, desde Espanha até à Turquia e Líbano; introduzida noutros países europeus, incluindo Portugal.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Árvore caducifólia dioica, com até cerca de 10 m de altura, mas que pode ultrapassar os 15 m. Copa ampla e densa, tronco reto, cinzento e com casca lisa, podendo tornar-se gretada com a idade. Gemas ovadas, revestidas de pequenos pelos. As folhas são opostas, imparipinuladas, até 30 cm de comprimento, com 5-9 folíolos, até 8 cm de comprimento, ovados a lanceolados, acuminados, e de margem serrilhada. São verde-claras, glabras na página superior, com pequenos pelos na página inferior, junto às nervuras.
As flores reúnem-se em panículas terminais ou axilares, até 20 cm de comprimento. Brancas e muito aromáticas, com 4 sépalas pequenas, 4 pétalas lineares até 1,5 cm de comprimento e 2 estames, entre os quais se situa o ovário. Frutos são sâmaras oblongas, até 2,5 cm de comprimento, inicialmente verdes, castanhas e secas na maturação, aladas para facilitar a dispersão.
Floração:
abril, maio
Frutificação:
agosto, setembro, outubro, novembro
Habitat e ecologia:
Cresce junto a linhas de água, em áreas montanhosas e bosques. Tolera a poluição atmosférica, ventos fortes, mas não marítimos, e tem alguma resistência à seca. Capaz de se desenvolver em vários tipos de solo, com preferência por solos frescos em locais de boa exposição solar. As suas flores são muito atrativas para polinizadores. Na sua região de origem ocupa habitats degradados, pelo que é usado em reflorestação de solos secos e debilitados nessas zonas.
Usos:
Plantada pelo seu valor ornamental, em arruamentos e jardins. O tronco exsuda uma seiva líquida branco-amarelada que solidifica, a que se dá o nome de maná, por se assemelhar com o maná referido na Bíblia. Esta espécie é cultivada no sul de Itália e na Sicília, para produção de maná, que é usado como adoçante e laxante suave. A casca e folhas podem ser utilizadas na alimentação de gado. A madeira é de boa qualidade, apreciada para construção de mobília.
Observações:
O nome do género,
Fraxinus, é a palavra em latim para freixo. O restritivo específico,
ornus, deriva do latim
orno (adornar), pelo facto de as suas inflorescências serem muito ornamentais, comparativamente com as do freixo-comum (
Fraxinus excelsior). Segundo outros autores,
ornus deriva do grego
óros (montanha), fazendo alusão ao seu habitat natural.