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Plantas
Árvores → Fagus sylvatica L.


Nome vulgar:
faia

Outros nomes:
faia-europeia; beech

Família:
Fagaceae

Origem e distribuição:
Nativa na maioria da Europa, de Espanha ao Cáucaso e Ásia ocidental.

Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago

Descrição:
Árvore robusta, de folhagem caduca e densa, que pode atingir 40 m de altura e viver até aos 300 anos. Copa cónica em jovem, arredondada e ampla em adulto. Tronco direito, com casca acinzentada, quase lisa; ramos geralmente ascendentes.​ Folhas simples, 4-10 cm de comprimento, ovadas a elípticas, acuminadas, de margem ondulada e ciliada em jovem. Inicialmente verde-claras e tomentosas, tornando-se escuras, lustrosas e sem pelos na maturidade (exceto nas axilas das nervuras na página inferior). Com nervuras secundárias bem marcadas, quase paralelas; estípulas estreitas, roxas e caducas.
Flores reunidas em pequenos amentos, que surgem pouco depois das folhas. As flores masculinas têm 8-16 estames; as femininas ocorrem geralmente em pares. O fruto é normalmente constituído por 2 nozes castanhas, lustrosas, de secção angulosa e triangular, que se encontram numa cúpula lenhosa, até 3 cm de comprimento, verde a castanha, coberta por espinhos. Na maturação esta cúpula abre-se por 4 valvas, libertando os frutos (aquénios).

Floração:
abril-junho

Frutificação:
setembro-outubro

Habitat e ecologia:
Cresce em encostas e vales frescos e húmidos até zonas mais elevadas de bosques de folhosas. Tolera diferentes tipos de solo, com preferência por solos calcários, frescos e bem drenados, em locais de sombra. Espécie de crescimento lento, resiste ao frio, mas não tolera geadas tardias nem ventos costeiros. A densa folhagem cria sombra intensa, dificultando o crescimento de outras plantas em seu redor. É uma importante fonte de alimento para larvas de várias espécies de insetos.

Usos:
Plantada como árvore ornamental, existindo diferentes cultivares selecionadas para esse fim. Cultivada também pela sua madeira, castanha-clara a rosada, dura mas pouco resistente a variações de humidade. A casca tem propriedades antioxidantes e antibacterianas. A partir da madeira, por destilação seca, obtém-se um líquido escuro e espesso, chamado breu de faia, que já foi utilizado no combate à tuberculose. Apontado como anti-inflamatório, expetorante, e antisséptico das vias respiratórias.

Observações:
Na UA está presente a cultivar 'Atropurpurea', com folhas púrpura e preferência por locais de maior exposição solar. As variedades de folha amarela preferem locais de mais sombra. O nome do género, Fagus, deriva do grego fagos ou phagos, que significa comilão, aludindo aos frutos muito nutritivos. É considerada uma espécie não nativa em Portugal, tendo sido plantada pelos Serviços Florestais em algumas serras, nomeadamente na serra da Estrela.