Plantas
Arbustos → Lonicera japonica Thunb. (invasora)
Nome vulgar:
madressilva-do-japão
Outros nomes:
madressilva-dos-jardins; madressilva; Japanese honeysuckle; Chinese honeysuckle
Família:
Caprifoliaceae
Origem e distribuição:
Nativa da Ásia oriental (China, Taiwan, Japão e Coreia).
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Arbusto trepador, com folhagem semi-persistente, caules lenhosos, longos e flexíveis, e que pode crescer mais de 4 m. Ramos terminais providos de pelos. Folhas simples, opostas, ovadas a elípticas, agudas, com margem geralmente inteira, e 3-6 cm de comprimento. São, verde-escuras, pubescentes quando jovens, tornando-se mais tarde glabras ou quase.
Flores hermafroditas e muito fragrantes, surgem dispostas aos pares nas axilas das folhas, geralmente no terço terminal dos caules. Corola bilabiada, inicialmente esbranquiçada, tornando-se amarelada com a maturação, tingida de púrpura do lado de fora do tubo pubescente. Cálice reduzido; androceu com 5 estames, inseridos no tubo da corola; estilete filiforme. Frutos semelhantes a bagas, esféricos, com 5-6 mm de diâmetro, negro-azulados quando maduros, com 6-8 semente.
Floração:
abril-agosto
Frutificação:
setembro-novembro
Habitat e ecologia:
Na sua região de origem, encontra-se em bosques e florestas montanhosas. Cresce em sebes, muros, orlas de bosques, terrenos incultos, margens de caminhos e galerias ripícolas alteradas, até cerca de 500 m de altitude. Espécie de crescimento rápido, que após estabelecida tolera geadas e a seca. Está atualmente classificada como invasora em Portugal continental segundo o Decreto-Lei nº 92/2019.
Usos:
Introduzida como espécie ornamental em jardins, para cobertura de muros e formar sebes. Sendo classificada como invasora é proibida a sua propagação. Planta algo tóxica, pelo que não deve ser consumida. Aos caules e rebentos florais são atribuídas propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias, antiespasmódicas, febrífugas e diuréticas, podendo auxiliar no tratamento de infeções no sistema respiratório. Externamente, em lavagem, podem ser aplicados em caso de infeções na pele.
Observações:
O nome do género,
Lonicera, é uma homenagem ao naturalista, botânico e médico alemão Adam Lonitzer (1528-1586). Distingue-se de
Lonicera periclymenum L., também presente nos
campi, por ter flores geminadas nas axilas das folhas, e frutos preto-azulados.
Lonicera periclymenum tem as flores reunidas em capítulos terminais e produz frutos vermelhos.