Nome vulgar:
louro-do-japão
Outros nomes:
loureiro-japonês; aucuba-do-japão; spotted Laurel; Japanese laurel
Família:
Garryaceae
Origem e distribuição:
Nativa do este da Ásia (China, Japão, Coreia, Taiwan); introduzida noutras partes do mundo.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Arbusto de folhagem persistente, cresce até 2-3 m, podendo atingir 5 m se não for podado. As folhas são simples, opostas, com 8-20 cm de comprimento, oblongas a ovado-lanceoladas, de margem largamente dentada na região apical. São coriáceas, brilhantes, de cor verde ou com manchas amarelas, de tamanho variável.
As flores, pequenas e vermelho-arroxeadas, reúnem-se em cachos terminais axilares. Flores masculinas e femininas separadas em plantas diferentes; o cálice tem 4 dentes, e a corola 4 pétalas. O fruto produzido é carnudo, elipsoidal, vermelho e pequeno, contendo apenas uma semente.
Floração:
março-abril
Frutificação:
outubro-novembro
Habitat e ecologia:
Cresce em terrenos incultos, húmidos, em florestas densas e próximo de cursos de água. Desenvolve-se em diferentes tipos de solo, bem drenado, com ou sem sombra, embora necessite de exposição solar para boa produção de frutos. Tolera a seca, a exposição marítima e a poluição atmosférica. Existem várias variedades selecionadas.
Usos:
É frequentemente cultivada como espécie ornamental, em jardins e interiores, ou como cerca viva, pois tolera bem a poda. Toda a planta é tóxica, pelo que o seu consumo pode causar cólicas, diarreia, e em casos extremos levar à morte. As folhas, trituradas e aplicadas externamente, terão efeito no alívio de queimaduras e inchaços.
Observações:
O nome do género,
Aucuba, é uma latinização moderna do nome japonês para esta espécie,
aokiba.