Plantas
Árvores → Acacia longifolia (Andrews) Willd. (invasora)
Nome vulgar:
acácia-de-espigas
Outros nomes:
acácia; acácia-de-folhas-longas; mimosa; long-leaved wattle
Família:
Fabaceae
Origem e distribuição:
Nativa do sudeste da Austrália, encontra-se distribuída um pouco por todo o mundo; invasora em Portugal continental.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Crasto
Descrição:
Arbusto ou pequena árvore, de folhagem persistente, que cresce até 8 m de altura. Copa densa, tronco tortuoso com casca acinzentada. Muitos ramos angulosos, sem espinhos, sistema radicular extenso. Folhas reduzidas a filódios laminares (pecíolo que se assemelha ao limbo de uma folha), oblongo-lanceolados a estreitamente elípticos, simétricos ou ligeiramente curvados, com até 3 cm por 15 cm. São verde-escuros, coriáceos, com 2-4 nervuras longitudinais mais proeminentes.
As flores, amarelas e fragrantes, encontram-se reunidas em espigas, com até 5 cm de comprimento, que surgem nas axilas dos filódios. Os frutos são vagens com 5-12 cm de comprimento, aproximadamente cilíndricas, finas, direitas a curvadas, comprimida entre as sementes. Estas são castanhas e contorcidas na maturação, libertando sementes pretas, achatadas e brilhantes.
Floração:
fevereiro-maio
Frutificação:
julho-setembro
Habitat e ecologia:
Cresce em matagais, margens e zonas costeiras, com preferência por solos arenosos e bem drenados. Tolera solos pobres, longos períodos de seca, vento, geadas e salinidade. É atualmente classificada como invasora em Portugal, segundo o Decreto-Lei nº 92/2019. Invade áreas degradadas em zonas costeiras e margens de linhas de água, reduzindo muito a biodiversidade dos ecossistemas onde se encontra. Há várias características que facilitam a sua invasão: produz grande quantidade de sementes, de longa viabilidade, que são facilmente dispersas, a germinação é estimulada pelo fogo, e apresenta crescimento rápido. Além disso, esta espécie também se propaga por rebentos.
Usos:
Plantada no sudoeste europeu como espécie ornamental e estabilizadora de dunas, devido ao seu sistema radicular extenso. As flores cozinhadas são comestíveis, tendo fragrância semelhante a violetas. É possível obter um corante amarelo a partir das flores e um corante verde a partir das vagens de sementes. A casca contém taninos, compostos adstringentes que poderão ter aplicação medicinal, no tratamento de diarreia, disenteria e hemorragias, por exemplo.
Observações:
Esta espécie foi introduzida em Portugal no final do século XIX e início do século XX. O nome do género,
Acacia, vem do latim
acacia, que por sua vez deriva do grego
akakía (árvore egípcia espinhosa). Está provavelmente relacionada com a palavra grega
ake (espinho, ponta) ou poderá ser uma adaptação de uma palavra egípcia. O restritivo específico,
longifolia, é um termo em latim que faz alusão às folhas longas.
Referências:
https://www.invasoras.pt/pt/planta-invasora/acacia-longifolia