Plantas
Árvores → Robinia pseudoacacia L. (invasora)
Nome vulgar:
robínia
Outros nomes:
falsa-acácia; acácia-bastarda; acácia-branca; acácia-da-terra; acácia-pára-sol; black locust
Família:
Fabaceae
Origem e distribuição:
Nativa do norte, centro e este da América do Norte; naturalizada noutras regiões.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago, ESTGA
Descrição:
Árvore de folhagem caduca, de 10-15 m de altura, podendo atingir 25 m em condições ótimas. Copa ampla e densa, frequentemente multicaule. Tronco com casca acastanhada, tornando-se cinzenta e profundamente sulcada com a idade. Ramos jovens com estípulas, que se transformam em espinhos fortes. Raízes grossas, muito longas e ramificadas, podendo originar rebentos a grande distância. As folhas são alternas, compostas, imparipinuladas, com 3-10 pares de folíolos elípticos a ovados, com disposição oposta ou quase oposta, margem inteira. Verde-amareladas e glabras na página superior, verde-pálidas na página inferior. Pecíolos com 2 estípulas lenhosas na base, que se transformam em espinhos.
As flores são bissexuais, fragrantes, brancas (raramente rosadas) com faixa longitudinal amarelada. Encontram-se dispostas em cachos axilares e pendentes, com 10-15 cm de comprimento; corola de 1,5-2 cm, com pétalas desiguais. O fruto é uma vagem seca muito comprimida, de 5-10 cm de comprimento, ligeiramente contraída entre as sementes, com sutura dorsal finamente alada, e que se abre em duas valvas. Glabra, cor pardo-avermelhada, contém até 10 sementes castanho-escuras. Persiste na árvore algum tempo após ter atingido maturidade.
Floração:
abril-junho
Frutificação:
setembro-novembro
Habitat e ecologia:
Cresce em bosques, matagais, orlas de florestas e margens de rios, principalmente em solos calcários, bem drenados e profundos. Tolera a seca e poluição atmosférica. Espécie de crescimento rápido, geralmente começa a florir com cerca de 10 anos. Algumas variedades selecionadas para fins ornamentais não têm espinhos. As folhas são ricas em taninos e outras substâncias que inibem o crescimento de outras plantas. Para além disso, as suas raízes longas e ramificadas criam rebentos frequentemente e retiram recursos do solo, podendo destruir pavimentos e impedir o desenvolvimento de outras plantas. É classificada como invasora em Portugal, segundo o Decreto-Lei nº 92, de 2019.
Usos:
Muito plantada na Europa como espécie ornamental e estabilizadora de solos. A madeira é utilizada na construção, no fabrico de mobília, e como combustível. Todas as partes da planta, exceto as flores, são algo tóxicas. As flores são comestíveis e ricas em néctar, pelo que é possível produzir mel. Às flores são atribuídas propriedades antiespasmódicas, diuréticas, emolientes e laxantes. A ingestão de flores terá sido usada como tratamento de problemas nos olhos. A casca interna terá sido mastigada pelos seus efeitos emético e purgativo, induzindo vómito.
Observações:
O nome do género,
Robinia, deve-se ao herbalista francês Jean Robin, o primeiro a cultivar esta árvore na Europa, que foi inicialmente introduzida no Jardim Real de Paris.