Nome vulgar:
oleandro
Outros nomes:
loendro; loureiro-rosa; aloendro; espirradeira; cevadilha; loendreira; oleander
Família:
Apocynaceae
Origem e distribuição:
Nativa da região Mediterrânica até ao sul da China; introduzida e cultivada noutros locais do mundo.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Arbusto ou pequena árvore, de folhagem persistente, que cresce até 3-5 m de altura. Copa arredondada; tronco castanho-acinzentado, rugoso com a idade. Ramos flexíveis, produtores de látex muito tóxico. As folhas são inteiras, simples, opostas ou dispostas em grupos de 3-4 por cada nó, linear-lanceoladas, acuminadas, estreitamente acunheadas na base. Têm até 15 cm de comprimento, são curtamente pecioladas, coriáceas e glabras, verde lustrosas na página superior, com nervura média esbranquiçada, saliente, e com nervuras secundárias evidentes.
Inflorescências em corimbos terminais, com flores de cores variadas, geralmente vermelho ou rosa. Cálice composto por 5 lóbulos lanceoladas, acuminados. Corola afunilada, composta por pequeno tubo e 5 lóbulos, ovados a obovado-oblongos, com 2-2,5 cm de comprimento. Flores muito aromáticas. Os frutos são folículos castanho-avermelhados, em grupos de dois, eretos, com 8-15 cm de comprimento. Abrem por uma fenda ventral na maturação, libertando sementes tomentosas, comprimidas, com um penacho de pelos apicais acetinados.
Floração:
junho-setembro
Frutificação:
setembro-novembro
Habitat e ecologia:
Cresce em margens de cursos de água, matagais ripícolas, escarpas e desfiladeiros rochosos, em locais com boa exposição solar, até aos 1000 m de altitude. Quando é a espécie dominante, esses matagais denominam-se loendrais. Tolera a seca e ventos marítimos. As flores são geralmente vermelhas ou rosa, mas existem cultivares com flores brancas, creme, amarelas ou púrpura.
Usos:
Cultivada como espécie ornamental em jardins e ao longo dos separadores de autoestrada. Suporta bem a poda, sendo por isso utilizada para formar sebes. Como resiste a ventos marítimos é habitualmente usada para formar barreiras de proteção em zonas costeiras. A planta é muito tóxica para humanos e outros animais, causando indigestão, náuseas e batimentos cardíacos irregulares, podendo mesmo levar à morte. O seu princípio ativo é a oleandrina, que é usada medicinalmente para tratar condições cardíacas em pacientes que não toleram digitalina (composto extraído da dedaleira,
Digitalis purpurea) ou digoxina (a sua forma sintética). Na medicina tradicional, as folhas eram usadas no tratamento de condições cardíacas e como antibacteriano. A sua seiva é usada como raticida e as folhas demonstram atividade inseticida. As flores são aromáticas, pelo que são utilizadas em perfumaria.