• <em>Betula pubescens </em>Ehrh.
    No início da frutificação
<em>Betula pubescens </em>Ehrh.
<em>Betula pubescens </em>Ehrh.
<em>Betula pubescens </em>Ehrh.
<em>Betula pubescens </em>Ehrh.
<em>Betula pubescens </em>Ehrh.

Plantas
Árvores → Betula pubescens Ehrh.


Nome vulgar:
vidoeiro

Outros nomes:
bétula; bidoeiro; bido; vido; bédulo; bétula-pubescente; birch; downy birch

Família:
Betulaceae

Origem e distribuição:
Europa e centro e norte da Ásia.

Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago, ESAN

Descrição:
Árvore de folhagem caduca, com 10-15 m de altura, podendo alcançar os 20 m. Copa piramidal a arredondada, tronco curto e esbranquiçada, casca lisa, com lenticelas horizontais escuras quando adulta. Raminhos jovens podem ter glândulas resinosas, rebentos peludos. As folhas são simples, alternas, até 6 cm de comprimento, ovado-romboidais, agudas no ápice, cuneadas a truncadas na base, de margem irregularmente dentada a serrada. Verdes e glabras, com pubescência sobre as nervuras na página inferior, aparentando ter cor verde-esbranquiçada; com pecíolo pubescente.
As flores encontram-se agrupadas em inflorescências e formam-se antes das folhas. As flores masculinas são amarelo-alaranjadas, surgindo em amentilhos compridos e pendentes, em grupos de 2-4. As flores femininas são esverdeadas, tornando-se mais tarde acastanhadas, com estigmas vermelhos; surgem em amentilhos curtos e solitários. Infrutescências pendentes, até 3,5 cm de comprimento, reúnem os frutos (aquénios) monospérmicos. Cada aquénio tem duas asas laterais iguais, castanhas, que facilitam a dispersão das sementes.

Floração:
abril-junho

Frutificação:
julho-setembro

Habitat e ecologia:
Cresce em zonas húmidas, junto a cursos de água e orlas de bosques ripícolas, em vários tipos de solo, até 1800 m de altitude. Bem adaptada à altitude, tolera o frio e o vento mas não a exposição marítima. Espécie de crescimento rápido e considerada espécie pioneira, pois melhora as condições do solo e fornece sombra, facilitando o estabelecimento de outras espécies. Os bosques em que esta espécie é dominante, são conhecidos por vidoais. Importante papel ecológico, fornecendo alimento a muitas espécies de insetos e mamíferos, e abrigando ninhos de aves.

Usos:
Plantada como árvore ornamental em jardins e parques. A sua madeira amarela-rosada, resistente e durável é usada na carpintaria e na marcenaria. É possível obter uma seiva doce, que quando fermentada dá origem a cerveja de vidoeiro. A seiva tem propriedades diuréticas, antirreumáticas, anti-inflamatórias e antissépticas, sendo utilizada no tratamento de problemas do sistema urinário. Externamente tem aplicações no tratamento de problemas de pele. A infusão das folhas tem propriedades diuréticas, sendo usada para tratar a gota e reumatismo. A casca é rica em taninos, pelo que se consegue obter um corante castanho. As folhas adultas terão sido usadas para tingir a lã de amarelo. As fibras da casca interna têm aplicação no fabrico de cordas, e a ramagem é utilizada no fabrico de varas.

Observações:
Foi amplamente plantada pelos serviços florestais em regiões montanhosas de Portugal continental. Alguns autores consideram que o nome do género, Betula, tem origem na palavra celta betu, outros pensam ter origem no verbo batuo, que significa castigar. O restritivo específico, pubescens, deriva do latim e significa “pubescente, coberto de pelos”. A fina casca interna da bétula chamava-se librum, e era utilizada na Antiguidade como papel. A palavra em latim terá dado origem à atual palavra “livro”, e seus derivados. Na mitologia celta, esta árvore simboliza renovação, purificação e esperança, e é associada ao solstício de inverno.