Nome vulgar:
ulmeiro
Outros nomes:
ulmeiro-de-folhas-lisas; ulmo; olmo; lamegueiro; mosqueiro; field elm
Família:
Ulmaceae
Origem e distribuição:
Nativa da Europa, norte de África, Ásia Ocidental e norte da América; espontâneo em Portugal, sendo geralmente considerada espécie autóctone.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
É uma árvore de folhagem caduca, que pode atingir 20-30 m de altura e 150-200 anos (mais raramente 600 anos). Copa ampla, aproximadamente oval, um pouco irregular. Tronco grosso, cinzento-acastanhado, com casca reticulada, fendida a gretada, consoante a idade da árvore. As folhas são simples, alternas, 3-10 cm de comprimento, ovado-lanceoladas a obovadas, pontiagudas, margem duplamente serrada, assimétricas na base, com pecíolo curto (até 1,5 cm), 7-12 pares de nervuras secundárias quase paralelas. Verde-escuras, com pubescência áspera na página superior, pubescência junto às nervuras na página inferior.
As flores surgem antes das folhas, agrupadas em glomérulos globosos (cimeiras axilares). São bissexuais, pequenas, esverdeadas a vermelho-arroxeadas. Os frutos são sâmaras aladas (com asa que envolve a semente), arredondadas, 0,7-2 cm de diâmetro, chanfradas no ápice. Fruto de cor verde-clara, por vezes com mancha rosada, tornando-se acastanhados na maturação; sementes são achatadas.
Floração:
fevereiro-março
Frutificação:
abril
Habitat e ecologia:
Cresce em margens de linhas de água (associado a choupos, salgueiros e amieiros), caminhos, vales, sebes e matagais. Tem preferência por solos frescos, húmidos e ricos em nutrientes, com boa exposição solar. Espécie de crescimento rápido, que tolera a poluição atmosférica. Propaga-se por semente e transplante dos rebentos da raiz.
Usos:
Utilizada como árvore ornamental e como árvore de sombra. A sua madeira tem coloração clara a avermelhada, é relativamente resistente ao apodrecimento, duradoura e fácil de trabalhar. As folhas são usadas para forragem invernal, e já foram usadas na alimentação animal. A casca do ulmeiro, rica em taninos, pode ser utilizada pelas suas propriedades medicinais. É adstringente, ajudando a contrair tecidos e capilares, e a diminuir secreções das mucosas. A casca interna é usada pelo seu efeito sudorífero e para tratar infeções da pele.
Observações:
Floração precoce, desenvolvendo-se frutos (sâmaras) ainda antes do surgimento das folhas. As sâmaras amadurecem e caem em abril, quando as folhas atingem o pleno desenvolvimento. O ulmeiro é suscetível à grafiose ou
Dutch Elm Disease (DED), uma doença que tem causado grande mortalidade nas populações desta árvore, desmotivando o seu cultivo. A expansão da doença é difícil de controlar pois é causada pelo fungo parasita
Ophiostoma novo-ulmi e transmitida por insetos escolitídeos (género
Scolytus). Estes insetos escavam galerias no tronco de ulmeiros, destruindo os vasos lenhosos e transportando esporos entre árvores, acabando por causar novas infeções. O fungo desenvolve-se nos vasos lenhosos, bloqueando-os e levando à morte lenta das árvores. Por este motivo, tem-se optado por cultivar outras espécies exóticas do mesmo género, com maior resistência à grafiose, como o
Ulmus pumila.