• Frutos (avelâs)
    Frutos (avelâs)
Frutos (avelâs)
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Frutos (avelâs)

Plantas
ArbustosCorylus avellana L.


Nome vulgar:
aveleira

Outros nomes:
avelaneira; avelã (fruto); avelãzeira; hazel

Família:
Betulaceae

Origem e distribuição:
Nativa em quase toda a Europa, chegando ao Cáucaso e Ásia Menor; em Portugal encontra-se distribuída pelo norte e centro.

Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago, ESAN

Descrição:
Arbusto ou pequena árvore de folha caduca, que atinge 8 m de altura. Tem copa irregular, ligeiramente arredondada. Numerosos troncos a crescer desde a base, de casca vermelha-escura e lisa quando jovem, que se torna acinzentada e gretada, com lentículas; ramos jovens pubescentes-glandulosos. As folhas são simples, alternas, quase circulares a largamente ovadas, até cerca de 10 cm de diâmetro, cuspidadas, muitas vezes ligeiramente lobadas, margem duplamente serrada. Pubescentes nas duas faces, quando jovens, perdendo depois a pubescência da página superior; pecíolo curto e densamente pubescente.
Flores masculinas agrupadas em amentilhos, 3-9 cm de comprimento, verde-claros a amarelo-pálidos, sésseis; flores femininas em inflorescências gemiformes, onde se destacam os estiletes rosa-avermelhados. Infrutescências com 1-4 frutos. Os frutos (avelãs) são aquénios globoso-ovoides, com 1,5-2 cm, de cor castanha na maturação, com casca lenhosa. Cada avelã é envolvida por um invólucro de brácteas soldadas, fendidas irregularmente, peludas, verde-claras (castanhas na maturação), que quase ocultam o fruto.

Floração:
janeiro-março

Frutificação:
setembro-outubro

Habitat e ecologia:
Bosques caducifólios, encostas e vales húmidos, frequentemente em solos calcários, até 1900 m de altitude. As folhas são fonte de alimento para larvas de lepidópteros, e avelãs são importantes na dieta de muitos roedores, nomeadamente esquilos.

Usos:
Plantada como espécie ornamental, ou para produção de frutos. As avelãs são comestíveis em cru ou cozinhadas, muito utilizadas na doçaria e na produção de bebidas vegetais. Aveleiras silvestres produzem menos avelãs e de menor dimensão que as plantas cultivadas, mas são mais saborosas. Tem aplicações medicinais, sendo a infusão das folhas usada pelos seus efeitos antipiréticos, tónicos e depurativos. Externamente, as folhas podem ser aplicadas em compressa, como cicatrizante.

Observações:
No campus da Escola Superior Aveiro-Norte (ESAN) existem vários exemplares de Corylus avellana 'Contorta purpurea', uma cultivar com ramos retorcidos e folhas arroxeadas