Nome vulgar:
ameixoeira-de-jardim
Outros nomes:
ameixoeira-bastarda; abrunheiro-de-jardim; ameixeira-de-jardim
Família:
Rosaceae
Origem e distribuição:
Nativa do sudeste da Europa e sudoeste da Ásia (Península Balcânica, Cáucaso, Turquia).
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Arbusto ou pequena árvore caduca, que pode atingir 8 m de altura. Copa arredondada, tronco castanho-escuro a castanho-acinzentado, superficialmente fissurado com filas de lenticelas. Muitos ramos, geralmente espinhosos; raminhos novos verdes, glabros e brilhantes. As folhas são simples, com disposição alterna, oblongas a ovadas, afuniladas nas extremidades, com margem crenada ou serrada. Têm até 7 cm de comprimento, são glabras e brilhantes na página superior, com nervuras pubescentes na página inferior.
As flores habitualmente surgem antes das primeiras folhas; geralmente solitárias, com cerca de 2,5 cm de diâmetro, com 5 pétalas brancas a rosadas, numerosos estames, e pedicelo glabro. Os frutos são drupas, globosos a elipsoidais, até 3,5 cm de comprimento, lisos, de cor vermelha a roxa quando maduros.
Floração:
fevereiro-abril
Frutificação:
agosto-setembro
Habitat e ecologia:
Cresce próximo de cursos de água, em encostas de pequenas colinas e em matagais. Tem preferência por solos arenosos e húmidos, mas adapta-se a topo o tipo de solos. A variedade
pissardii tem tronco mais escuro, folhas pequenas, arroxeadas, com fruto vermelho a roxo escuro; é muito frequentemente plantada em jardins, parques e arruamentos.
Usos:
É plantada como espécie ornamental, principalmente a variedade pissardii, pela sua folhagem arroxeada tão característica. Esta árvore também é cultivada pelos frutos comestíveis, usados para fazer doces e compotas, apresentam propriedades tónicas, depurativas e laxantes. A semente não deve ser consumida pois acumula cianeto de hidrogénio (comum a outras espécies da família Rosaceae) que, embora possa ter benefícios em doses muito pequenas, é um composto tóxico que pode levar a falha respiratória.