Nome vulgar:
castanheiro-da-índia-de-flores-rosadas
Outros nomes:
castanheiro-vermelho-da-índia; red horse-chestnut
Família:
Sapindaceae
Origem e distribuição:
Resulta do cruzamento entre
Aesculus hippocastanum L. (origem na Península Balcânica) e
Aesculus pavia L. (origem nos EUA); descoberto na Alemanha por volta de 1812, cultivado nas mesmas regiões que
A. hippocastanum.
Presença na Universidade de Aveiro:
campus Santiago
Descrição:
Comparativamente com A. hippocastanum, o progenitor A. pavia tem porte mais pequeno (até 12 m de altura), flores púrpura e frutos lisos.
O castanheiro-da-índia-de-flores-rosadas (Aesculus x carnea) é uma árvore de folha caduca que não ultrapassa os 25 m de altura (de menor porte que A. hippocastanum). O tronco é cinzento-esverdeado, desenvolvendo fissuras rosadas com a idade; na primavera desenvolvem-se gemas resinosas. As folhas são geralmente mais rugosas, mais escuras e mais pequenas que A. hippocastanum; são compostas, digitadas, com 5-7 folíolos quase sésseis, obovados a elípticos, com margem dentada; adquirem tom amarelo-acastanhado no Outono.
As flores são rosa-avermelhadas, com simetria bilateral, dispostas em panículas terminais, direitas. Os frutos são cápsulas quase globosas, mais pequenas e com menos espinhos que o A. hippocastanum, podendo até ter superfície lisa. Contém 2 ou 3 sementes pequenas.
Floração:
abril-junho
Frutificação:
setembro
Habitat e ecologia:
Não se sabe se este híbrido existe em habitats selvagens. É plantado em jardins, parques e arruamentos, até mais frequentemente que o seu progenitor
Aesculus hippocastanum. Encontra-se naturalizada em regiões do oeste e centro da Europa, incluíndo Portugal. Espécie resistente à poluição.
Usos:
Cultivada principalmente para fins ornamentais e como árvore de sombra. Também pode ser plantada pela sua madeira e para aplicação na produção de sabão. As sementes são popularmente colocadas nos roupeiros para afastar as traças. Sementes ricas em saponinas, pelo que são tóxicas se consumidas.
Observações:
O nome castanheiro-da-índia induz em erro. Não é originária da Índia, e embora as suas sementes se pareçam com o fruto do castanheiro (
Castanea sativa), não são comestíveis, exceto por animais domésticos ou selvagens.